Ok, esta foi a gota de água. Os japoneses, que elegantemente contornam a Moratória que existe contra a caça da baleia alegando que as baleias são caçadas para fins científicos, estão a vender carne de baleia como comida para cães. E porque é que fazem isto? Aparentemente porque têm demasiada carne de baleia em relação à procura para consumo humano. Como esta matança desnessária ofende todas as minhas crenças, seguindo o exemplo dos "civilizados" muçulmanos (*), venho por este meio apelar à destruição de todas as embaixadas japonesas bem como ao boicote de todos os produtos japoneses. E é com grande prejuízo pessoal que faço este apelo, uma vez que já tinha planeado comprar o Sony Reader. E também gostava de aprender japonês, mas sendo assim já não aprendo. Pronto!
Mas já agora, que raio de merda de moratória mais inútil é esta que permite que se cacem quantas baleias se queira desde que se diga que é para fins científicos? Ao menos a Noruega não é hipócrita, recusa-se a seguir a moratória, registou uma objecção formal e tem a coragem de admitir que caça as baleias para fins comerciais. Já a Finlândia é tão hipócrita como o Japão e tem um programa científico ao abrigo do qual caça baleias. Bom, sendo assim aproveito para apelar também à destruição das embaixadas da Noruega e Finlândia. Melhor, deixo à vossa discrição, as embaixadas que queiram destruir, desde que sejam de países que cacem baleias têm a minha benção.
(*) - queria chamar a atenção para o facto de que me refiro apenas aos "civilizados" muçulmanos que têm feito as "demonstrações de civismo" que temos visto nas últimas semanas. Não me refiro de maneira nenhuma aos muçulmanos que são realmente civilizados e se abstiveram de atacar embaixadas apesar de poderem estar muito ofendidos. No entanto incluo todos aqueles muçulmanos que gostavam de ter participado nos ataques às embaixadas mas não participaram porque já tinham comprado bilhetes para o cinema. Isto nos dias de hoje é preciso justificar tudo muito bem justificadinho, caso contrário somos logo etiquetados de xenófobos e outras coisas horríveis.
This blog's purpose is to help me consolidate my thoughts about science, politics and social issues, whatever. Past entries all in Portuguese, current ones either in English or Portuguese. Depends on context.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Eurobiliões
Numa resposta ao texto anterior o Pedro perguntava retoricamente quando haveria um Eurobiliões. Eu diria que ainda falta um pouco. Especialmente se estivermos a falar de um verdadeiro Eurobiliões, com biliões à europeia. Vamos fazer umas contas para ficarmos com uma ideia do que é que estamos a falar.
Ora vejamos, na semana passada foram feitas 26.933.597 apostas, resultando em € 139.503.881,00 para prémios. Isto dá cerca de € 5,17 por aposta. Para atingirmos um nível de biliões, vá lá, sendo conservadores, € 1.000.000.000.000 e utilizando o mesmo rácio que na semana passada, seria necessário atingir as 193.067.000.000 (193 mil milhões!!!) de apostas. Como actualmente a população humana está ligeiramente abaixo dos 6,5 mil milhões de pessoas, isso obrigaria a que cada pessoa à face da Terra fizesse pelo menos 30 apostas no tal Eurobiliões. Isto inclui os recém-nascidos e os que estão prestes a morrer. Toda a gente. Ora 30 apostas, a 2 € cada aposta dá € 60 por pessoa. Tendo em conta que em 2001 cerca de 21% da população mundial se encontrava em situação de extrema pobreza, ou seja, vivia com menos de 1 dólar americano por dia, parece-me pouco viável nas próximas décadas.
Para chegar ao número de pessoas que seriam necessárias para sustentar um Eurobiliões era preciso saber a população total de pessoas nos países que jogam no actual Euromilhões. Depois calculava-se o rácio entre essa população e o número de apostas e extrapolava-se o número de apostadores para uma situação de 1 aposta por pessoa.. Infelizmente agora não tenho tempo para procurar essa informação.
De qualquer maneira um Eurobiliões é muito à frente. Eu sou uma pessoa com necessidades frugais e quaisquer 20, vá lá, 25 milhões de euros chegavam-me perfeitamente.
Ora vejamos, na semana passada foram feitas 26.933.597 apostas, resultando em € 139.503.881,00 para prémios. Isto dá cerca de € 5,17 por aposta. Para atingirmos um nível de biliões, vá lá, sendo conservadores, € 1.000.000.000.000 e utilizando o mesmo rácio que na semana passada, seria necessário atingir as 193.067.000.000 (193 mil milhões!!!) de apostas. Como actualmente a população humana está ligeiramente abaixo dos 6,5 mil milhões de pessoas, isso obrigaria a que cada pessoa à face da Terra fizesse pelo menos 30 apostas no tal Eurobiliões. Isto inclui os recém-nascidos e os que estão prestes a morrer. Toda a gente. Ora 30 apostas, a 2 € cada aposta dá € 60 por pessoa. Tendo em conta que em 2001 cerca de 21% da população mundial se encontrava em situação de extrema pobreza, ou seja, vivia com menos de 1 dólar americano por dia, parece-me pouco viável nas próximas décadas.
Para chegar ao número de pessoas que seriam necessárias para sustentar um Eurobiliões era preciso saber a população total de pessoas nos países que jogam no actual Euromilhões. Depois calculava-se o rácio entre essa população e o número de apostas e extrapolava-se o número de apostadores para uma situação de 1 aposta por pessoa.. Infelizmente agora não tenho tempo para procurar essa informação.
De qualquer maneira um Eurobiliões é muito à frente. Eu sou uma pessoa com necessidades frugais e quaisquer 20, vá lá, 25 milhões de euros chegavam-me perfeitamente.
Isto de trabalhar atrapalha muito
É algo que me incomoda verdadeiramente. Com as melhores oito horas do dia ocupadas com trabalho torna-se difícil fazer as milhares de coisas mais interessantes que precisava realmente de fazer. A sociedade tem de evoluir num sentido em que não seja preciso trabalhar. Até porque faz mal à saúde. Se eu pudesse utilizar, digamos, 2 ou 3 horas destas 8 para fazer desporto, certamente que seria muito mais saudável. E como seria também certamente muito mais feliz, novamente seria muito mais saudável. Era duplamente muito mais saudável. E por exemplo, seria muito mais fácil enriquecer o meu conhecimento e a minha cultura. Uma das coisas que preciso absolutamente de fazer é aprender japonês. E tendo de trabalhar não dá (preciso de aprender japonês porque é muito mais eficaz para ralhar com crianças. Ou japonês ou klingon. Acho que qualquer uma é dezenas de vezes mais eficaz para impor respeito do que o português).
Bom, vou jogar no Euromilhões para ver se resolvo este problema.
Bom, vou jogar no Euromilhões para ver se resolvo este problema.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Que nem ginjas
Este tipo parece um pirata, coitado
O julgamento de Abu Hazma em Inglaterra terminou tendo o juri decidido pela sua culpa relativamente aos crimes de incitamento ao ódio, à violência e ao homicídio. Isto cai que nem ginjas neste momento em que anda meio mundo a tentar queimar embaixadas da Dinamarca entre outras. Parece-me que este julgamento é capaz de ser um ponto de viragem em relação a uma postura talvez com uma excessiva correcção política em que havia alguma parcimónia em abordar os excessos de alguns líderes religiosos estabelecidos em países europeus, com receio de acusações de perseguição religiosa. Da mesma forma, a Noruega começou já a exigir restituição financeira à Síria pela destruição da sua embaixada e a própria Dinamarca responsabilizou já o Irão por quaisquer danos provocados à sua embaixada. Depois de tentar deitar água na fervura chegou a altura de dizer um sério bom-vamos-lá-a-ter-calma-que-já-estão-a-exagerar e começar a pedir responsabilidades pelos excessos que se têm passado por esse mundo islâmico fora. O bom e velho "direito à indignação" não passa por destruir uns quantos edifícios e matar uns quantos europeus para ventilar a raiva. Façam abaixo-assinados, interponham queixas-crime, sejam civilizados!
Existe obviamente um desaconselhável e aparentemente irremediável fosso entre dois conceitos do que é um mundo civilizado. Esta gente deixa-se enervar demais, não pode ser saudável.
P.S.: Quando falo "desta gente" que se deixa enervar demais, falo obviamente daquela gente que se deixa enervar demais. Quero com isto dizer que não me estou a referir aos que não se deixam enervar demais. O que eu considero democrática e civilizadamente saudável.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Biliões
Eu cá se fosse um bilião não o queria ser nos EUA ou em Inglaterra ou no Brasil. Lá os biliões são pequeninos. Quaisquer mil milhões (109) e um gajo é logo tratado por bilião. Já em Portugal e na maior parte dos países da Europa não. Para poder ser tratado por bilião num desses países é preciso tê-los grandes. É preciso um milhão de milhões (1012) para que as pessoas reconheçam a grandeza
- AAAAh, vês filho, olha um bilião. Aquilo sim é importante
- Papá, papá, quando for grande quero ser um bilião
- Mas à europeia, filho, não quero cá meninas, hã?
Wikipedia: Billions
Wikipedia: Long and short scales
- AAAAh, vês filho, olha um bilião. Aquilo sim é importante
- Papá, papá, quando for grande quero ser um bilião
- Mas à europeia, filho, não quero cá meninas, hã?
Wikipedia: Billions
Wikipedia: Long and short scales
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Empurra! Isto custa mas vai lá
Bush fez um discurso à nação em que entre outras coisas falou na dependência dos EUA em relação ao petróleo importado. Para fazer face a isso vão investir mais 22% na investigação de energias alternativas, incluindo energias renováveis e nuclear. Segundo Bush, o objectivo é reduzir as importações de petróleo em 75% até 2025.
Por um lado são boas notícias, mas espero que não seja uma desculpa para forçar a opção nuclear. Se os EUA conseguissem de facto esta redução em 75% seria uma excelente notícia porque em princípio isso significaria que tinha sido encontrada uma solução aplicável gobalmente e uma redução massiva da emissão de gases de estufa.
É claro que ninguém fala na redução do consumo porque isso acarreta o velho problema dos impactos na economia.
BBC NEWS | Americas | Bush urges end to oil 'addiction'
Por um lado são boas notícias, mas espero que não seja uma desculpa para forçar a opção nuclear. Se os EUA conseguissem de facto esta redução em 75% seria uma excelente notícia porque em princípio isso significaria que tinha sido encontrada uma solução aplicável gobalmente e uma redução massiva da emissão de gases de estufa.
É claro que ninguém fala na redução do consumo porque isso acarreta o velho problema dos impactos na economia.
BBC NEWS | Americas | Bush urges end to oil 'addiction'
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Moss usou cocaína?
E depois?
Alguém me explica isto? Alguém conhece a lei inglesa relativa a este assunto? Por que carga de água é que a mulher tem de ir prestar declarações à polícia?
Enviei uma mensagem à polícia metropolitana de Londres a perguntar isto, pode ser que tenham um tempinho para responder
BBC NEWS | UK | Police quiz Moss over 'drug use'
Alguém me explica isto? Alguém conhece a lei inglesa relativa a este assunto? Por que carga de água é que a mulher tem de ir prestar declarações à polícia?
Enviei uma mensagem à polícia metropolitana de Londres a perguntar isto, pode ser que tenham um tempinho para responder
BBC NEWS | UK | Police quiz Moss over 'drug use'
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
O futuro em quatro cenários
Encontrei uma notícia na BBC sobre um estudo em que é afirmado que os grandes construtores de automóveis estão a arrastar os pés no que diz respeito à aplicação de combustíveis alternativos aos automóveis. O que eu achei interessante no estudo foi a identificação de 4 cenários possíveis do que poderá vir a ser a vida daqui a 50 anos:
O primeiro cenário parece ainda ser o melhorzinho, mas mesmo assim dá a ideia de uma certa claustrofobia no futuro. É melhor fazerem as vossas viagens agora, que daqui a uns anos pode já não ser possível.
BBC NEWS | UK | UK Politics | Car firms 'blocking green fuel'
- Movimento Perpétuo - a procura por meios de transporte continua elevada graças continuação da globalização. Os carros serão mais rápidos mas também mais ecológicos, o transporte aéreo continuará a ter alguma popularidade mas será caro
- Colónias urbanas - o ambiente é uma das maiores prioridades do Governo. A utilização de automóveis é cara e limitada. Os transportes públicos são muito utilizados mas as áreas rurais são penalizadas.
- Comércio tribal - a crise energética deu origem a desemprego em massa. As viagens de longa distância são um luxo que poucos podem pagar. Para a maioria das pessoas o Mundo reduziu-se a pequenas comunidades.
- Boas intenções - Duras medidas governamentais restrigem as emissões de carbono. O número de viagens desce mas o mercado não foi capaz de oferecer alternativas energéticas.
O primeiro cenário parece ainda ser o melhorzinho, mas mesmo assim dá a ideia de uma certa claustrofobia no futuro. É melhor fazerem as vossas viagens agora, que daqui a uns anos pode já não ser possível.
BBC NEWS | UK | UK Politics | Car firms 'blocking green fuel'
O Código de Da Vinci vai a julgamento
Vai ser feito um julgamento simulado em Vinci, Itália, para rebater os "factos" descritos no famoso livro de Dan Brown. Acho impressionante o poder da escrita deste homem, que para além de 10 outros livros escritos para rebater o seu, ainda consegue levar a um julgamento com peritos de arte e historiadores. E à revolta da Igreja. Benzó Deus.
BBC NEWS | Entertainment | The Da Vinci Code put 'on trial': "Art experts and historians are staging what has been described as a mock trial to examine the claims made in hit novel The Da Vinci Code."
BBC NEWS | Entertainment | The Da Vinci Code put 'on trial': "Art experts and historians are staging what has been described as a mock trial to examine the claims made in hit novel The Da Vinci Code."
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Concorrência à Sony (livro electrónico)

Clique para ver mais
A iRex Technologies está a trabalhar num leitor de livros electrónicos semelhante ao Sony Reader, mas com algumas melhorias. A tecnologia do ecrã é a mesma, baseia-se no ecrã de tinta electrónica da eInk, mas o aparelho permite ainda escrever notas e sublinhar texto. Tal como num PDA, o ecrã é sensível ao toque, mas com o preciosismo de ter 256 níveis de pressão, sendo possível de uma maneira intuitiva escrever mais ou menos carregado. Para além disso terá a capacidade para obter conteúdo através de internet sem fios. Será ainda possível ligar uma daquelas chaves USB com conteúdo digital. Actualmente permite ler documentos nos formatos PDF, XHTML, texto, MP3, mas prometem que virá a suportar mais formatos. O único senão, que dá para prever pelas características, é que deve ser muuuuito caro.
Características (PDF)
Sony Reader já tem preço
Clique para ver maior
Pelo que li neste artigo, o novo livro electrónico da Sony vai custar cerca de 359 USD, o que ao câmbio de hoje da cerca de 287 €. É caro, mas é o preço da novidade.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Dias perfeitos
Recebi uma mensagem, obviamente escrita por uma mulher, comparando o dia ideal de um homem com o de uma mulher. A ideia é sempre mais ou menos a mesma, ou seja, demonstrar que as mulheres são uns seres delicados e sensíveis, enquanto que os homens são uns alarves. Ora leiam com atenção:
Eh pá, isso não faz sentido nenhum. Então depois de um jantar às 20h00 ela vai tomar um duche quente às 21h30? E tá-se mesmo a ver que em 1h30 ela tem um jantar romântico à luz das velas e ainda dança por cima. E ficamos na dúvida se num dia ideal de uma mulher ela deve estar com prisão de ventre, se guarda o "serviço" para o dia seguinte ou se a cagada é tão ligeirinha que nem vale a pena mencioná-la. E não acham curioso como o PT (personal trainer) é convenientemente gay?
O dia ideal do homem está porreiro excepto talvez pelo facto de eu preferir a cagada depois do pequeno-almoço. Não sei, para mim funciona melhor. E a secçao desportiva também não faz o meu género. E é claro, o homem deste dia é seguramente de direita.
Um dia perfeito para uma mulher:
| 08:15 | Desperta com abraços e beijinhos. |
| 08:30 | Na balança, pesa 1 Kg menos do que ontem. |
| 08:45 | Pequeno-almoço na cama, sumo de laranja e croissants. |
| 09:15 | Banho de imersão com uma fragrância exótica. |
| 10:00 | Ligeira sessão no clube com o seu simpático, treinador pessoal musculado e gay |
| 10:30 | Tratamento facial, manicure, shampoo, cabelo. |
| 12:00 | Almoço com a melhor amiga numa esplanada. |
| 12:45 | Repara, de longe, que a mulher do ex-namorado engordou 20Kgs. |
| 13:00 | Compras com amigas, arranja algo especial para si mesma. |
| 15:00 | Sesta. |
| 16:00 | Recebe em casa uma dúzia de rosas, mandadas por um admirador secreto. |
| 16:15 | Ligeira sessão no clube, seguida de massagem. |
| 17:30 | Escolha da roupa para jantar. |
| 19:00 | Jantar romântico à luz das velas, com dança. |
| 20:00 | Surpreendida por uma jóia à sobremesa, como prova de amor. |
| 21:30 | Duche quente, sozinha. |
| 22:00 | Faz amor prolongadamente, com uma suave música de fundo. |
| 23:00 | Carícias, segredos e beijinhos de "foi tão bom". |
| 23:15 | Adormece nos braços dele, fortes e gentis. |
Um dia perfeito para um macho :
| 06:00 | Despertador. |
| 06:15 | Br...ch.... |
| 06:30 | Cagada massiva enquanto lê as páginas de desporto do jornal. |
| 07:00 | Pequeno-almoço. Bife, ovos, torradas, café. |
| 07:30 | Chega a limousine. |
| 07:45 | 2 Gin tónicos no caminho para o aeroporto. |
| 08:15 | Jacto privado para Faro, Algarve. |
| 09:30 | Limousine para o golfe da Quinta do Lago. |
| 09:45 | Joga os primeiros 9 buracos, acaba com 2 abaixo do par. |
| 11:45 | Almoço. 2 dúzias de ostras ao natural. 3 CINTRAS. |
| 12:30 | Joga os 9 buracos finais, acaba com 4 abaixo do par. |
| 14:15 | Limousine de volta ao aeroporto. 2 Jack Daniels. |
| 14:30 | Jacto privado para o Funchal. Sesta. |
| 15:15 | Pescaria de fim de tarde, num iate com tripulação feminina em top-less. |
| 16:30 | Apanha um espadarte com 350 Kg, novo record do mundo. |
| 17:00 | Jacto privado de volta a casa. Massagem por hospedeira asiática. |
| 19:00 | Vê as notícias na TV. Sócrates é preso por fraude. Sampaio parte para o exílio. |
| 19:30 | Jantar. Lagosta, Dom Perignon, Bife do Lombo, Caves Velhas tinto de 67. |
| 21:00 | Relax depois do jantar com um Cognac Augler 1789 e um charuto Cohiba. |
| 22:00 | Sexo selvagem com duas ninfomaníacas de 18 anos. |
| 23:30 | Massagem e jacuzzi. |
| 23:45 | Sozinho na cama. |
| 23:50 | Solta um peido de 12 segundos e 4 oitavas. Vê o cão fugir do quarto. |
| 23:55 | Ri-se até adormecer. |
Eh pá, isso não faz sentido nenhum. Então depois de um jantar às 20h00 ela vai tomar um duche quente às 21h30? E tá-se mesmo a ver que em 1h30 ela tem um jantar romântico à luz das velas e ainda dança por cima. E ficamos na dúvida se num dia ideal de uma mulher ela deve estar com prisão de ventre, se guarda o "serviço" para o dia seguinte ou se a cagada é tão ligeirinha que nem vale a pena mencioná-la. E não acham curioso como o PT (personal trainer) é convenientemente gay?
O dia ideal do homem está porreiro excepto talvez pelo facto de eu preferir a cagada depois do pequeno-almoço. Não sei, para mim funciona melhor. E a secçao desportiva também não faz o meu género. E é claro, o homem deste dia é seguramente de direita.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Ai se eu me vejo ali...
Sierra Nevada
Esta é uma foto da Serra Nevada, lá para os lados de Granada, Espanha... como toda a gente sabe, aliás. A Serra Nevada está algures no meu futuro próximo. Ainda este Inverno devo quebrar um jejum de mais de 2 anos imposto por um certo e determinado rapazinho, que curiosamente tem ele próprio 2 anos. A criança não vai uma vez que ainda é um pouco instável em termos de constipações e especturações e coisas do género. E a minha mulher também não vai porque infelizmente não temos com quem deixar o miúdo. Ela também gosta muito de snowboard, mas faz o sacrifício de não ir e ficar com o nosso filho porque aparentemente a perspectiva de me ouvir chorar pelo snowboard mais um ano inteiro é muito mais assustadora e deprimente do que ficar uns dias sozinha com o miúdo. Ao que parece eu falo de snowboard um número absurdo de vezes...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Mas... sem paraquedas?
Este lunático propõe-se saltar de um avião, voar com o fato que vêem na fotografia e aterrar em segurança... mas sem usar um paraquedas. Neste momento ele já usa o fato para controlar o voo e está a melhorá-lo e a fazer os estudos necessários para atingir o referido objectivo. Espero que a primeira tentativa não doa muito.
Jeb Corliss set to revolutionize skydiving
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Deus está zangado com os EUA
O presidente da câmara de New Orleans entusiasmou-se e conseguiu dizer um chorrilho de disparates difícil de bater nos próximos tempos... bom, não é difícil de bater porque o que não falta neste mundo são imbecis, mas pronto, disse uma quantidade considerável de absurdos em relação aos quais se veio depois a arrepender. Ray Nagin, que se viu bastante após o furacão Katrina ter feito do bom e do bonito lá pelos lados de New Orleans, resolveu fazer as seguintes afirmações no Dia de Martin Luther King:
- Deus está zangado com os EUA por estar a fazer uma guerra no Iraque sobre falsos pretextos
- Sugeriu que o furacão Katrina era a punição divina por esta guerra
- E finalmente disse que Deus queria que New Orleans fosse uma cidade habitada maioritariamente por negros
Mas em que raio de Deus é que esta gente acredita que decide utilizar um furacão para punir um país, matando crianças que seguramente nada têm a ver com seja que guerra for? Não seria mais prático fulminar o George Bush e todos os outros são realmente responsáveis pela guerra? E por que carga de água é que Deus havia de preferir que New Orleans fosse habitada por negros ou amarelos ou azuis? Rai's me partam se percebo o modo de pensar destas pessoas.
BBC NEWS | Americas | US mayor regrets 'God comments'
- Deus está zangado com os EUA por estar a fazer uma guerra no Iraque sobre falsos pretextos
- Sugeriu que o furacão Katrina era a punição divina por esta guerra
- E finalmente disse que Deus queria que New Orleans fosse uma cidade habitada maioritariamente por negros
Mas em que raio de Deus é que esta gente acredita que decide utilizar um furacão para punir um país, matando crianças que seguramente nada têm a ver com seja que guerra for? Não seria mais prático fulminar o George Bush e todos os outros são realmente responsáveis pela guerra? E por que carga de água é que Deus havia de preferir que New Orleans fosse habitada por negros ou amarelos ou azuis? Rai's me partam se percebo o modo de pensar destas pessoas.
BBC NEWS | Americas | US mayor regrets 'God comments'
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
BBC NEWS | Americas | Elderly US killer is put to death
BBC NEWS | Americas | Elderly US killer is put to death
Mais um condenado à morte nos EUA que acaba por ver a pena executada... bem, neste caso o senhor era cego, por isso não viu grande coisa. O que eu acho curioso nesta notícia é que um dos fundamentos para os pedidos de clemência foi que o senhor, que por acaso era um homicida e mandante de homicídios, era cego, doente e vivia numa cadeira de rodas. Ainda que eu seja contra a pena de morte, não vejo que estes argumentos ajudem muito ao pedido de clemência para Clarence Ray Allen. Quando muito seriam argumentos a favor da execução, visto adicionarem à punição uma caracter de misericórdia. Se quisessem prolongar o seu sofrimento então sim, deviam mantê-lo vivo e deixá-lo cumprir o resto da pena de prisão perpétua no corredor da morte.
Os defensores da pena de morte consideram-na como a aplicação da justiça, mas será mesmo? Toda a gente morre, e com a evolução dos conceitos de humanidade e defesa dos direitos humanos, as formas de execução são cada vez menos crueis, procurando-se sempre garantir que os executados não sofrem. Todos os dias pessoas que nunca fizeram mal a uma mosca morrem em sofrimento e mais tarde ou mais cedo todos morremos. Por isso a pena de morte como factor de punição parece-me um pouco inútil. No fundo é apenas antecipar aquilo a que ninguém pode escapar.
A verdadeira punição é a prisão, especialmente no caso da prisão perpétua. É uma pessoa ver-se despojada da sua liberdade e concretizar que nunca mais vai ver outra coisa que não sejam aqueles muros, aquela cela. Conheço quem por motivos profissionais tenha de visitar instituições profissionais e quando de lá saiem vêm com o dia estragado. O ambiente de uma prisão é descrito como algo opressivo, agressivo, escuro, degradante. Mesmo para alguém que só lá vai estar umas horas.
É claro que não consigo pôr-me na pele de um homicida de 76 anos, cego e doente. Mas com algum esforço acho que se pode afirmar com alguma segurança que se estivesse nessas condições e a alternativa à pena de morte fosse a prisão perpétua, muito proavelmente encararia a perspectiva da minha execução com algum alívio.
Mais um condenado à morte nos EUA que acaba por ver a pena executada... bem, neste caso o senhor era cego, por isso não viu grande coisa. O que eu acho curioso nesta notícia é que um dos fundamentos para os pedidos de clemência foi que o senhor, que por acaso era um homicida e mandante de homicídios, era cego, doente e vivia numa cadeira de rodas. Ainda que eu seja contra a pena de morte, não vejo que estes argumentos ajudem muito ao pedido de clemência para Clarence Ray Allen. Quando muito seriam argumentos a favor da execução, visto adicionarem à punição uma caracter de misericórdia. Se quisessem prolongar o seu sofrimento então sim, deviam mantê-lo vivo e deixá-lo cumprir o resto da pena de prisão perpétua no corredor da morte.
Os defensores da pena de morte consideram-na como a aplicação da justiça, mas será mesmo? Toda a gente morre, e com a evolução dos conceitos de humanidade e defesa dos direitos humanos, as formas de execução são cada vez menos crueis, procurando-se sempre garantir que os executados não sofrem. Todos os dias pessoas que nunca fizeram mal a uma mosca morrem em sofrimento e mais tarde ou mais cedo todos morremos. Por isso a pena de morte como factor de punição parece-me um pouco inútil. No fundo é apenas antecipar aquilo a que ninguém pode escapar.
A verdadeira punição é a prisão, especialmente no caso da prisão perpétua. É uma pessoa ver-se despojada da sua liberdade e concretizar que nunca mais vai ver outra coisa que não sejam aqueles muros, aquela cela. Conheço quem por motivos profissionais tenha de visitar instituições profissionais e quando de lá saiem vêm com o dia estragado. O ambiente de uma prisão é descrito como algo opressivo, agressivo, escuro, degradante. Mesmo para alguém que só lá vai estar umas horas.
É claro que não consigo pôr-me na pele de um homicida de 76 anos, cego e doente. Mas com algum esforço acho que se pode afirmar com alguma segurança que se estivesse nessas condições e a alternativa à pena de morte fosse a prisão perpétua, muito proavelmente encararia a perspectiva da minha execução com algum alívio.
Diário em imagens
A Microsoft tem um pendor um pouco big-brotheriano e este projecto mais do que roçar, faz mesmo uma secante a esse conceito. Mas não deixa de ser extremamente interessante. A ideia é gravar até 2.000 imagens por dia num aparelho do tamanho de um crachá. O dispositivo que ainda se encontra em fase experimental tira uma fotografia quando detecta alterações da luz ambiente, movimento, a presença de outra pessoa e o tempo. Para além da imagem a SenseCam grava também informações relativas à temperatura, luz, movimento, imagens com luz próxima do infra-vermelho. Poderá ainda ser possível ligar a SenseCam a aparelhos de monitorização dos sinais vitais, servindo esta como um género de uma caixa preta em caso de acidente, oferecendo aos socorristas e médicos informação útil para determinar o estado de saúde e o tipo de acidente. É claro que toda esta informação poderá também ser utilizada contra o próprio proprietário do aparelho, mas para mim que sou extremamente esquecido este brinquedo seria mesmo muito útil.
Sensors and devices - SenseCam
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Finalmente?
Um dos brinquedos que estou há alguns anos à espera que o mercado ponha à disposição é um leitor de livros electrónicos que use a tecnologia de visualização tipo tinta electrónica e que seja realmente prático.

A Sony já tinha posto à venda no Japão o Librié, que me parece ter sido um flop e que talvez por isso nunca tenha sido vendido internacionalmente. Alguns fanáticos importaram a versão japonesa e um grupo ainda menor dedicou-se a tentar crackar o aparelho que tinha sérias limitações ao nível do tipo de ficheiros que permitia visualizar. Na prática a Sony fez mais uma das suas e limitou a importação de ficheiros aos livros que disponibilizou na sua loja na net, o que limitava seriamente o interesse que alguém pudesse ter no aparelho. Mais tarde disponibilizou aplicações que convertiam ficheiros de outros formatos para o formato aceite pelo Librié. Mas esse era só um dos problemas do leitor electrónico. O facto de toda a interface ser em japonês e de o tempo de mudança de página ser bastante longo reduziram ainda mais as vantagens que este aparelho poderia ter.

Mas eis que entra em cena o Sony Reader. Ainda não vi nenhuma crítica ao aparelho que aliás ainda não está à venda. Mas olhando para ele e de acordo com as informações que obtive há algumas coisas que são óbvias:
O facto de poder ser utilizado como leitor de mp3 pode servir como mais um incentivo, se bem que pare mim não tem grande interesse e servirá mais para reduzir o tempo da bateria. Parece-me que a grande vantagem é a possibilidade de ler textos em PDF, o que tendo em conta que nos dias de hoje se consegue converter qualquer documento para este formato alarga grandemente os horizontes deste novo dispositivo. Ainda há grandes discussões relativamente a limitações do aparelho em mostrar textos num formato agradável e dinâmico e em relação à possível dependência relativamente a formatos proprietários de ficheiros.
Actualmente as seguintes editoras de livros e manga (BD japonesa) já têm acordos com a Sony para editar os seus livros em formatos compatíveis:

Também é possível ler BD, mas limitada aos 4 níveis de cinzento
Para mim a grande vantagem destes dispositivos é a sua capacidade para armazenar centenas de livros, artigos obtidos na net e o facto de serem muito mais práticos que um livro. Se considerarmos iniciativas como o Projecto Gutemberg que já digitalizou milhares de clássicos da literatura que já não estão sujeitos a direitos de autor, é fácil de ver que com um aparelho destes podemos ter acesso a um universo quase inesgotável de livros.
O Sony Reader ainda não está à venda. O lançamento nos EUA está previsto para a próxima Primavera, o que arrefece um pouco os entusiasmos, principalmente se nos recordarmos que estamos no cú da Europa. Seguramente que não vai estar disponível no meu aniversário. Não faço ainda ideia de quanto custará, mas para referência o Librie custava cerca de 430 €... sem portes.
P.S.1: para quem esteja interessado neste aparelho é possível receber um aviso quando estiver disponível. Podem fazê-lo aqui.
P.S.2: entretanto encontrei informação adicional sobre o antecessor do Reader, o Librié. Este artigo explica como converter textos para o Librié. Para além disso li algo que não sabia. A Dynamism exporta os Librié para fora do Japão já com o sistema operativo em inglês.
A Sony já tinha posto à venda no Japão o Librié, que me parece ter sido um flop e que talvez por isso nunca tenha sido vendido internacionalmente. Alguns fanáticos importaram a versão japonesa e um grupo ainda menor dedicou-se a tentar crackar o aparelho que tinha sérias limitações ao nível do tipo de ficheiros que permitia visualizar. Na prática a Sony fez mais uma das suas e limitou a importação de ficheiros aos livros que disponibilizou na sua loja na net, o que limitava seriamente o interesse que alguém pudesse ter no aparelho. Mais tarde disponibilizou aplicações que convertiam ficheiros de outros formatos para o formato aceite pelo Librié. Mas esse era só um dos problemas do leitor electrónico. O facto de toda a interface ser em japonês e de o tempo de mudança de página ser bastante longo reduziram ainda mais as vantagens que este aparelho poderia ter.
Mas eis que entra em cena o Sony Reader. Ainda não vi nenhuma crítica ao aparelho que aliás ainda não está à venda. Mas olhando para ele e de acordo com as informações que obtive há algumas coisas que são óbvias:
- parece mais robusto
- parece ter uma interface mais amigável
- a interface é em inglês
- pode ler ficheiros em formato PDF e JPEG
- o ecrã mostra 4 níveis de cinzento
- aceita cartões de memória do tipo Memory Stick e Secure Digital (SD)
O facto de poder ser utilizado como leitor de mp3 pode servir como mais um incentivo, se bem que pare mim não tem grande interesse e servirá mais para reduzir o tempo da bateria. Parece-me que a grande vantagem é a possibilidade de ler textos em PDF, o que tendo em conta que nos dias de hoje se consegue converter qualquer documento para este formato alarga grandemente os horizontes deste novo dispositivo. Ainda há grandes discussões relativamente a limitações do aparelho em mostrar textos num formato agradável e dinâmico e em relação à possível dependência relativamente a formatos proprietários de ficheiros.
Actualmente as seguintes editoras de livros e manga (BD japonesa) já têm acordos com a Sony para editar os seus livros em formatos compatíveis:
- Random House
- HarperCollins Publishers
- Penguin-Putnam
- Simon & Schuster
- Time Warner Book Group
- Tokyopop (editora de Manga)
Também é possível ler BD, mas limitada aos 4 níveis de cinzento
Para mim a grande vantagem destes dispositivos é a sua capacidade para armazenar centenas de livros, artigos obtidos na net e o facto de serem muito mais práticos que um livro. Se considerarmos iniciativas como o Projecto Gutemberg que já digitalizou milhares de clássicos da literatura que já não estão sujeitos a direitos de autor, é fácil de ver que com um aparelho destes podemos ter acesso a um universo quase inesgotável de livros.
O Sony Reader ainda não está à venda. O lançamento nos EUA está previsto para a próxima Primavera, o que arrefece um pouco os entusiasmos, principalmente se nos recordarmos que estamos no cú da Europa. Seguramente que não vai estar disponível no meu aniversário. Não faço ainda ideia de quanto custará, mas para referência o Librie custava cerca de 430 €... sem portes.
P.S.1: para quem esteja interessado neste aparelho é possível receber um aviso quando estiver disponível. Podem fazê-lo aqui.
P.S.2: entretanto encontrei informação adicional sobre o antecessor do Reader, o Librié. Este artigo explica como converter textos para o Librié. Para além disso li algo que não sabia. A Dynamism exporta os Librié para fora do Japão já com o sistema operativo em inglês.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Cabeçalho desonesto
O DN noticia a morte de um jovem esmagado por um comboio na estação de Belém, após ter sido empurrado por um indivíduo com perturbações mentais. Este mesmo indivíduo já teria empurrado uma mulher para a linha do comboio no início do mês. Felizmente dessa vez a mulher terá sido empurrada numa altura em que não circulava nenhum comboio pelo que sofreu apenas de escoriações. No entanto, e após o indivíduo ter sido detido pela PSP, recusou-se a prestar queixa pelo que a PSP não pôde fazer mais que libertar o agressor. Dias mais tarde este homem acaba por repetir a agressão, infelizmente com consequências fatais. Quer-me parecer que a única pessoa que poderia ter evitado este desfecho teria sido a vítima inicial, que devia ter apresentado queixa. Mas qual seria a pena por uma simples agressão? Será que teria mesmo evitado que esta pessoa com perturbações voltasse a repetir o ataque? É claro que agora, após o facto consumado, é fácil dizer que "se isto" e "se aquilo", "então...". Mas a verdade é que tudo isso são conjecturas. Só espero que este caso não seja incorporado na lista de queixas contra as autoridades policiais que neste caso claramente não podiam ter feito mais e nem podia saber que esta desgraça ia acontecer. E mesmo que desconfiasse o que é que podiam fazer?
No entanto, e apesar de a mulher que foi inicialmente empurrada não pudesse ela própria adivinhar o que se iria passar, tenho alguma curiosidade em saber como é que ela pensará neste assunto. Será que se sente de alguma forma culpada? Parece-me que este tipo de situação acontece muitas vezes. As pessoas que são assaltadas ou agredidas e não participam à polícia, terão noção de que não fazer nada é uma forma de influenciar o futuro?
DN Online: Morte de jovem em Belém podia ter sido evitada
No entanto, e apesar de a mulher que foi inicialmente empurrada não pudesse ela própria adivinhar o que se iria passar, tenho alguma curiosidade em saber como é que ela pensará neste assunto. Será que se sente de alguma forma culpada? Parece-me que este tipo de situação acontece muitas vezes. As pessoas que são assaltadas ou agredidas e não participam à polícia, terão noção de que não fazer nada é uma forma de influenciar o futuro?
DN Online: Morte de jovem em Belém podia ter sido evitada
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
A casa ideal
Penso que esta casa é sem dúvida uma das que melhor se adapta aos meus desejos para uma nova habitação. Têm três quartos e uma sala, todos os quartos com casa-de-banho. Tem também um elevador panorâmico que vai até à zona submersa e um observatório a meio da estrutura. O globo submerso permite a saída de mergulhadores e tem iluminação submarina. Espectáculo!
gizmag Article: Cliff Top (and bottom) Living
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
O que alguém ouviu sobre a Guerra no Iraque
Um amigo enviou-me excertos de um artigo do London Review of Books que aconselho a ler por completo porque tem muita coisa interessante e esclarecedora. De todo o texto vou salientar uma parte que reconheço ser apenas um fait diver e que será certamente dos trechos menos importantes que compõem o texto, mas que a meu ver trás uma perspectiva nova e refrescante acerca da Guerra no Iraque. Leiam e maravilhem-se:
"I heard that members of the Westboro Baptist Church of Topeka, Kansas were demonstrating at the funerals of soldiers who had died in Iraq, claiming that the war was divine retribution for American immorality. I heard that they held signs depicting "homosexual acts", with the words "God Hates Fags"; "God Hates America"; "Thank God for IEDs [roadside bombs]"; "Fag Soldiers in Hell"; "God Blew Up the Troops"; and "Fags Doom Nations.""
LRB | Eliot Weinberger : What I heard about Iraq in 2005
"I heard that members of the Westboro Baptist Church of Topeka, Kansas were demonstrating at the funerals of soldiers who had died in Iraq, claiming that the war was divine retribution for American immorality. I heard that they held signs depicting "homosexual acts", with the words "God Hates Fags"; "God Hates America"; "Thank God for IEDs [roadside bombs]"; "Fag Soldiers in Hell"; "God Blew Up the Troops"; and "Fags Doom Nations.""
LRB | Eliot Weinberger : What I heard about Iraq in 2005
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Heresia
Penso que é claramente assumido que a SuperLiga portuguesa é um pouco fraquinha em termos de qualidade. Se não estou em erro há também quem defenda que Portugal não tem dimensão para ter 18 equipas na principal campeonato de futebol 11. Aliás, basta ver que o campeonato espanhol e o inglês têm apenas 20 equipas. Na sexta-feira, no regresso a casa enquanto ouvia um dos muitos programas de debate sobre Portugal na rádio, ocorreu-me então a seguinte hipótese: e se o campeonato português se fundisse ao campeonato espanhol? Passaríamos a ter um campeonato ibérico com uma dimensão verdadeiramente profissional e com muitas equipas de qualidade. E as nossas equipas, aquelas que conseguissem vir a fazer parte desta MegaLiga Ibérica jogariam muitas vezes em estádios com casa cheia e não teriam outro remédio senão crescer em qualidade. E isto seria também possível porque os patrocínios ganhariam outra dimensão, quanto mais não fosse porque passariam a ver a sua marca anunciada num mercado de 54 milhões de pessoas, contra os actuais 10 milhõezitos.
O que eu proponho é utópico? Ah pois é! A começar porque os dirigentes da Liga iam perder os seus empregos, e isso não pode ser. Em segundo lugar, dos clubes portugueses poucos teriam capacidade para sobreviver num campeonato de equipas como o Barcelona e o Valência. Em terceiro lugar porque, muito provavelmente, os espanhois não estariam interessados em ver equipas portuguesas no seu campeonato. Que também seria o nosso, claro. Mas certamente por muitas mais razões.
O que eu proponho é utópico? Ah pois é! A começar porque os dirigentes da Liga iam perder os seus empregos, e isso não pode ser. Em segundo lugar, dos clubes portugueses poucos teriam capacidade para sobreviver num campeonato de equipas como o Barcelona e o Valência. Em terceiro lugar porque, muito provavelmente, os espanhois não estariam interessados em ver equipas portuguesas no seu campeonato. Que também seria o nosso, claro. Mas certamente por muitas mais razões.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Viver para sempre
Sempre vi a obsessão de viver para sempre mais como um reflexo do medo da morte do que por outra coisa qualquer. Mas há uns dias vi um documentário que me mostrou uma perspectiva realmente sã deste desejo de prolongar a vida. Paul Moller persegue desde há muitos anos um sonho. O seu objectivo na vida é tornar realidade a utilização de veículos voadores como substitutos dos automóveis. A sua carreira como inventor perseguiu sempre esse objectivo, construindo diversos veículos com capacidade para levantar vôo verticalmente mas sempre com sérias limitações em termos de vôo horizontal. Os seus protótipos são relativamente conhecidos e fez com eles demonstrações públicas de vôo.
| XM2 | XM3 | ||
| |||
| M400 | |||
Na sua perseguição de um sonho concluiu que estava 20 anos atrasado no seu objectivo e decidiu então mudar o seu estilo de vida para que pudesse viver tempo suficiente para o concretizar. Mudou a alimentação e adoptou a prática de exames de saúde semestrais para melhorar, na medida do possível, a sua alimentação. O que eu acho fantástico é que este homem não faz isto com o objectivo vazio de fugir à morte, quer apenas viver o tempo suficiente para alcançar o sonho de uma vida.
Moller international
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Não se podiam explicar um pouco melhor?
Esta notícia do DN deve ser das piorzinhas que já li nos últimos tempos. Dizem que um tal de Vitor Diniz levou um estaladão de um segurança do Benfica mas não explicam porquê e em que circunstâncias. Depois transcrevem umas declarações dessa personagem, o que não interessa nada para a história do estalo nem tão pouco para coisa nenhuma porque são mal fundamentadas e contraditórias com o outro artigo do DN sobre o caso Moretto, esse sim, bem escrito e clarinho. E para terminar dizem que as agressões se iniciaram ainda no Brasil quando uns brasileiros supostamente a mando do FêCêPê tentaram impedir o Moretto de embarcar. Mas o Vitor Diniz, já agora português radicado no Brasil, estava envolvido no outro grupo? Alguém quer explicar isto como deve ser?
DN Online: Agressões à chegada de Vieira a Lisboa
DN Online: Agressões à chegada de Vieira a Lisboa
Em Espanha é que é
O Governo espanhol insuflou os tomates e proibiu o fumo em locais públicos e de trabalho fechados. Agora quem quiser fumar tem de o fazer na rua. Ou quase, porque nos restaurantes e bares com menos de 100 m quadrados, o proprietário pode optar por ter um estabalecimento para fumadores desde que coloque um anúncio na porta. E os que tiverem mais que 100 m quadrados são obrigados a construir uma área para fumadores com ventilação adequada em 30% do seu espaço. Parece-me que vão no bom caminho.
DN Online: Nova lei antitabaco obriga espanhóis a fumar na rua
DN Online: Nova lei antitabaco obriga espanhóis a fumar na rua
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Hurra Europa!!!
A primeira pedra, que é como quem diz, o primeiro satélite do Galileu, o sistema de navegação por satélite europeu, foi colocado ontem em órbita. O Galileu é, como se sabe, a alternativa europeia ao actual GPS norte-americano e ao GLONASS, russo. Tem a vantagem de, ao contrário destes dois sistemas, ser um sistema civil e não militar. E representa para a Europa um valor estratégico incalculável, uma vez que até agora a utilização do GPS estava limitada à boa-vontade dos EUA que decidiam o grau de precisão com as coordenadas eram fornecidas aos utilizadores civis. Mas o Galileu não será apenas um sistema complementar relativamente aos já existentes. O Galileu será mais moderno, com maior precisão e mais funcionalidades. O simples facto de a precisão aumentar para erros inferiores a um metro vai permitir que o sistema de navegação venha a ter novas utilizações que até agora não eram viáveis devido à margem de erro inaceitável.
Quando o Galileu foi inicialmente proposto, os EUA fizeram uma lobbying enorme para convencer a Europa a desistir do sistema com argumentos que iam desde a possibilidade de o sistema vir a ser utilizado por terroristas até à redundância de um novo sistema quando já existe um. No entanto o que os EUA queriam e querem era manter o controlo completo sobre a navegação por satélite. Felizmente a UE e a ESA não cederam às pressões.
O Galileu terá ainda implicações na criação de novos empregos, estimando-se que venham a ser criados cerca de 100.000 postos de trabalho em aplicações do sistema às diversas indústrias.
De qualquer maneira já ganhavam demais (este país é uma trampa)
O Governo propõe-se aumentar os funcionário públicos uns estrondosos 1,5%. Eu acho bem, afinal eles provavelmente já ganhavam demais e hão-de sentir-se muito mais motivados a fazer um bom trabalho se tiverem aumentos inferiores à inflacção. Provavelmente até passam a ir a pé para casa e como chegam muito quentinhos do esforço até poupam no aquecimento, reduzindo assim o consumo energético e as importações de petróleo. O que ajuda a equilibrar a balança de importações. É só vantagens.
Coño, pues que si, que soy portugués (este país é uma trampa)
Mais um da série "Este país é uma trampa". Segundo o DN, cada vez mais mulheres portuguesas da raia alentejana vão ter as suas crianças em Espanha. Algumas utilizam-se de clínicas privadas a que têm direito através de seguros de saúde espanhois, outras de hospitais públicos. Mas a opinião destas mães parece ser unânime: os meios e o apoio médico disponível em Espanha são incomparavelmente superiores aos existentes em Portugal.
É interessante ver como Espanha e Portugal encaram de forma diferente as suas regiões do interior. É porque até prova em contrário, Badajoz é tão interior para os espanhois como Elvas o é para os portugueses. A diferença é que Espanha investe no seu interior enquanto Portugal desinveste. Mas tavez seja uma medida inteligente. Como somos pobrezinhos talvez faça mais sentido concentrar tudo no litoral para não dispersar recursos. E com sorte os espanhois compram umas coisas ali junto à fronteira e pode ser que façam lá alguma coisa de jeito.
Mulheres da raia alentejana preferem ter bebés em Espanha
no DN
É interessante ver como Espanha e Portugal encaram de forma diferente as suas regiões do interior. É porque até prova em contrário, Badajoz é tão interior para os espanhois como Elvas o é para os portugueses. A diferença é que Espanha investe no seu interior enquanto Portugal desinveste. Mas tavez seja uma medida inteligente. Como somos pobrezinhos talvez faça mais sentido concentrar tudo no litoral para não dispersar recursos. E com sorte os espanhois compram umas coisas ali junto à fronteira e pode ser que façam lá alguma coisa de jeito.
Mulheres da raia alentejana preferem ter bebés em Espanha
no DN
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Este país é uma trampa (26)
Este país é uma trampa, por milhões de razões, sendo a que vou referir certamente uma das menos importantes. Mas é a que me está a enervar neste momento, por isso...
As pessoas que gostam de banda desenhada já analisaram bem como funciona o nosso país em termos de publicações de banda desenhada? É ou não é uma tristeza? Passo a descrever para quem não sabe.
Este país, não sei se por ser minúsculo, se por ser um país de gente pobre o com outras prioridades que não comprar BD, é um deserto em termos de publicações de BD. As grandes escolas de BD de qualidade, isto é, BD com boas histórias e bom traço, são basicamente três: a escola Norte-Americana, a escola Franco-Belga e a Japonesa. Depois existem outras fontes de BD, como o Brasil, mas que não me seduzem e vivem muito à custa do humor em formato tira de jornal como "Os Skrotinhos".
A BD norte-americana vive essencialmente à custa de dois tipos diferentes. Por um lado a BD de super-heróis, sendo as principais editoras a DC Comics e a Marvel, e por outro as BD humorísticas estilo tira de jornal como o Calvin. A DC e a Marvel primam mais pela quantidade que pela qualidade. Têm publicações mensais, que já coleccionei quando era miúdo e têm publicações mais esporádicas e mais cuidadas em formato de história completa. Em Portugal as edições Marvel e DC são publicadas com a mesma periodicidade que nos EUA e os fãs deste tipo de BD vão-se safando.
A escola japonesa na forma dos Manga tem pouca publicação em português mas a Fnac importa alguma Manga em francês e penso que existe uma ou outra loja especializada que também se dedica à importação deste tipo de BD.
Finalmente, a escola franco-belga, a minha preferida, historicamente tem bastantes albuns publicados em português, mas a cadência de publicação é muito reduzida. E vê-se um fenómeno tremendamente irritante que é publicarem um ou dois albuns de uma colecção e depois ter de se esperar tempos infindáveis por novos albuns. Tenho umas quatro colecções começadas mas que não avançam. E a coisa é tanto mais irritante quanto a Fnac importa as versões francesas, o que demonstra que os albuns estão a sair mas que as editoras portuguesas não os publicam. Se eu lesse em francês estava feliz da vida. Comprava os originais e borrifava-me para as versões portuguesas. Infelizmente não é o caso, por isso tenho de me resignar ao prolongado calendário das editoras portuguesas. Alternativamente podia tentar comprar as edições traduzidas para inglês, mas se adicionarmos os portes de correio, os preços são proibitivos.
Outro dos problemas que existe para quem gosta de BD é a fraqueza dos sítios na net dos editores.
A Meribérica-Liber, uma das editoras mais importantes do país, tem há anos e anos apenas uma página inicial em construção que não diz absolutamente nada. Antes ainda tinha uma daqueles sinais das obras agora é simplesmente uma página em branco. Há uns tempos correram informações de que esta editora estava perto da falência.
A Editorial Verbo tem a obra completa do Tintin e pouco mais de jeito, mas pelo menos dá para listar a colecção toda.
Depois temos a BookTree que editou uns albuns interessantes. O sítio desta editora é esteticamente muito pobre e falta-lhe um plano das próximas publicações. Mas pelo menos parece listar todos os albuns já publicados e oferece boa informação sobre estes.
A editora que tem o melhor sítio em Portugal é a Devir que actualmente publica a Marvel em português e daí talvez o seu sucesso mas que tem muito mais BD, incluindo brasileira e franco-belga.
Mas se quiserem ver como é que é um sítio a sério podem espreitar a Les Humanoides Associes editora francesa por exemplo da série "O Incal" e "A Casta dos Meta-Barões", ambas (lentamente) publicadas pela Meribérica-Liber. Só para terem uma ideia, o último album desta última série publicado em Portugal é o número 3 e foi publicado em 2000. Em França a Humanoides publicou o número 8 em 2004.
Entretanto encontrei um sítio sobre a BD em Portugal que embora seja muito fraco em termos gráficos tem muito informação e constitui uma boa base de pesquisa: BD Portugal.
As pessoas que gostam de banda desenhada já analisaram bem como funciona o nosso país em termos de publicações de banda desenhada? É ou não é uma tristeza? Passo a descrever para quem não sabe.
Este país, não sei se por ser minúsculo, se por ser um país de gente pobre o com outras prioridades que não comprar BD, é um deserto em termos de publicações de BD. As grandes escolas de BD de qualidade, isto é, BD com boas histórias e bom traço, são basicamente três: a escola Norte-Americana, a escola Franco-Belga e a Japonesa. Depois existem outras fontes de BD, como o Brasil, mas que não me seduzem e vivem muito à custa do humor em formato tira de jornal como "Os Skrotinhos".
A BD norte-americana vive essencialmente à custa de dois tipos diferentes. Por um lado a BD de super-heróis, sendo as principais editoras a DC Comics e a Marvel, e por outro as BD humorísticas estilo tira de jornal como o Calvin. A DC e a Marvel primam mais pela quantidade que pela qualidade. Têm publicações mensais, que já coleccionei quando era miúdo e têm publicações mais esporádicas e mais cuidadas em formato de história completa. Em Portugal as edições Marvel e DC são publicadas com a mesma periodicidade que nos EUA e os fãs deste tipo de BD vão-se safando.
A escola japonesa na forma dos Manga tem pouca publicação em português mas a Fnac importa alguma Manga em francês e penso que existe uma ou outra loja especializada que também se dedica à importação deste tipo de BD.
Finalmente, a escola franco-belga, a minha preferida, historicamente tem bastantes albuns publicados em português, mas a cadência de publicação é muito reduzida. E vê-se um fenómeno tremendamente irritante que é publicarem um ou dois albuns de uma colecção e depois ter de se esperar tempos infindáveis por novos albuns. Tenho umas quatro colecções começadas mas que não avançam. E a coisa é tanto mais irritante quanto a Fnac importa as versões francesas, o que demonstra que os albuns estão a sair mas que as editoras portuguesas não os publicam. Se eu lesse em francês estava feliz da vida. Comprava os originais e borrifava-me para as versões portuguesas. Infelizmente não é o caso, por isso tenho de me resignar ao prolongado calendário das editoras portuguesas. Alternativamente podia tentar comprar as edições traduzidas para inglês, mas se adicionarmos os portes de correio, os preços são proibitivos.
Outro dos problemas que existe para quem gosta de BD é a fraqueza dos sítios na net dos editores.
A Meribérica-Liber, uma das editoras mais importantes do país, tem há anos e anos apenas uma página inicial em construção que não diz absolutamente nada. Antes ainda tinha uma daqueles sinais das obras agora é simplesmente uma página em branco. Há uns tempos correram informações de que esta editora estava perto da falência.
A Editorial Verbo tem a obra completa do Tintin e pouco mais de jeito, mas pelo menos dá para listar a colecção toda.
Depois temos a BookTree que editou uns albuns interessantes. O sítio desta editora é esteticamente muito pobre e falta-lhe um plano das próximas publicações. Mas pelo menos parece listar todos os albuns já publicados e oferece boa informação sobre estes.
A editora que tem o melhor sítio em Portugal é a Devir que actualmente publica a Marvel em português e daí talvez o seu sucesso mas que tem muito mais BD, incluindo brasileira e franco-belga.
Mas se quiserem ver como é que é um sítio a sério podem espreitar a Les Humanoides Associes editora francesa por exemplo da série "O Incal" e "A Casta dos Meta-Barões", ambas (lentamente) publicadas pela Meribérica-Liber. Só para terem uma ideia, o último album desta última série publicado em Portugal é o número 3 e foi publicado em 2000. Em França a Humanoides publicou o número 8 em 2004.
Entretanto encontrei um sítio sobre a BD em Portugal que embora seja muito fraco em termos gráficos tem muito informação e constitui uma boa base de pesquisa: BD Portugal.
Com o cabelo escorridinho
Estava a pensar no nojo que não devia ser uma visita à idade média, ou a outras épocas um pouco mais recentes em que os banhos diários eram um conceito desconhecido. Estou a imaginar toda a gente, dos mais pobres aos mais ricos a tresandarem a suor e com o cabelo escorridíssimo. A maioria das pessoas não deviam tomar banho até à hora da morte. O mais parecido que a maior parte das pessoas dessa época deve ter tido com um banho deve ter sido no dia em que nasceram que os limparam com um pano sujo para tirar a maior. E uma pessoa que nunca tivesse lavado o cabelo devia ter uma comichão horrível na cabeça. Acho eu.
As pessoas deviam cheirar tão mal que dias depois de morrerem os conhecidos ainda deviam ficar na dúvida se o morto estaria mesmo morto ou apenas particularmente mal cheiroso.
E pronto, estava há tanto tempo sem escrever que qualquer coisinha fútil é melhor que nada.
As pessoas deviam cheirar tão mal que dias depois de morrerem os conhecidos ainda deviam ficar na dúvida se o morto estaria mesmo morto ou apenas particularmente mal cheiroso.
E pronto, estava há tanto tempo sem escrever que qualquer coisinha fútil é melhor que nada.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Um gajo morre
Imaginemos que os católicos e outros têm razão e que de facto vamos parar ao céu. Imagino que tenhamos a oportunidade de olhar para a nossa vida terrena e ver tudo o que fizemos nesta Terra. Já imaginaram o potencial que esta situação tem no que diz respeito a elaboração de estatísticas? Por exemplo. Hoje tive de ir a uma farmácia de serviço. Fui na carrinha da minha mulher que é a que está à frente. Pus em altos berros um disco da Madonna que ela lá tinha e lá fui a esticar a carrinha. Quando cheguei a casa fiz como costumo fazer e subi os cinco andares a pé em vez de utilizar o elevador. E então lembrei-me: vim a gastar gasóleo à parva, mas pelo menos poupei na electricidade do elevador. Retomando o pressuposto inicial, não seria interessante que postumamente pudéssemos quantificar o gasóleo e gasolina que gastámos em toda a nossa vida? De forma directa e indirecta. E quanta electricidade gastámos e quanta poupámos. E por exemplo saber o dia em que gastámos mais energia em toda a nossa vida. E será que conseguimos fazer essas contas de cabeça e instantaneamente ou teremos de utilizar uma máquina de calcular divina? Ou será que temos de Lhe pedir uma audiência para que nos esclareça? Nesse caso convinha apontar todas as perguntas que gostávamos de lhe colocar... espera, Ele é omnisciente, nem seria necessário colocar-lhe as perguntas. Provavelmente mal entrássemos na sala Ele começaria imediatamente a responder às nossas dúvidas mais intímas... mas vendo bem, sendo Ele também omnipresente é bem provável que não fosse necessário sequer marcar audiência. Será que sempre que tivéssemos dúvidas Ele aparece e nos responde? Instantaneamente? E partindo do princípio que no Paraíso ou no Céu ou lá o que é não temos frio, será que andamos nus? E somos anjos? Os anjos não têm sexo, certo? Será que os anjos são todos assexuados, género rapazes sem pila. Ou será que existem anjos com e sem mamas? E em princípio não teriam também nádegas. Será que têm todos o mesmo penteado? Será que têm traços distintos ou serão estilo clones? Ou se calhar nem têm forma corpórea. Era o que fazia mais sentido, acabava-se a discussão relativamente ao sexo. Uma névoa não tem forma. Lá estou eu a tender para representações com massa. Os anjos seriam provavelmente meras existências. Consciências autónomas, dispersas pelo tempo e pelo espaço. Com percepção de si próprias mas sem sensações terrenas. No fundo apenas colectoras de informação do passado e do presente. Do futuro? Teriam noção de conforto? Teriam fobias? Por exemplo, uma dessas consciências no espaço sideral poderia sentir agorafobia, medo dos espaços abertos? Uma coisa é certa: não teriam dores de costas.
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Benzós Deus, nem tudo está perdido
Os habitantes de Dover algures nos EUA votaram esta terça-feira (8 de Dez de 2005) contra a alteração do programa escolar que a direcção da escola local pretendia introduzir. A ideia era acrescentar ao programa uma teoria alternativa à da Evolução e que é designada por concepção inteligente. Dizem os defensores desta teoria que o universo é tão complexo que tem de ter sido criado por uma entidade superior. Género Deus.
Como o povo de Dover não foi na conversa, Pat Robertson, fundador da Coligação Cristã e da Christian Broadcasting Network, disse-lhes que se houvesse alguma catástrofe natural na zona que não fossem pedir ajuda a Deus, já que lhe tinham virado as costas. Valha-nos Deus tanta estupidez.
"Evangelist says voters reject God
A US Christian evangelist has told a Pennsylvania town not to ask for God's help if disaster strikes after it voted against teaching intelligent design."
in BBC News
Como o povo de Dover não foi na conversa, Pat Robertson, fundador da Coligação Cristã e da Christian Broadcasting Network, disse-lhes que se houvesse alguma catástrofe natural na zona que não fossem pedir ajuda a Deus, já que lhe tinham virado as costas. Valha-nos Deus tanta estupidez.
"Evangelist says voters reject God
A US Christian evangelist has told a Pennsylvania town not to ask for God's help if disaster strikes after it voted against teaching intelligent design."
in BBC News
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Como é que isto é possível?
Esta história dos tumultos em França é pura e simplesmente inconcebível. Como é que possível que noite após noite sejam incendiados centenas de carros sem que a polícia consiga fazer detenções de monta nem interromper o ciclo de violência?
Eu não conheço bem a França mas lembro-me de um filme que vi há uns anos que abordava a problemática dos bairros dos subúrbios, cheios de jovens emigrantes de segunda geração. Nestes bairros existe uma situação de paz podre ou de guerra não declarada em que os jovens vêem a polícia como inimiga e a polícia vê-os como uma cambada de inúteis que ou estão a roubar ou a drogar-se. E este clima, embora relatado num filme, deve ser o que ainda hoje reina neste tipo de bairros. Estes emigrantes de segunda geração, que afinal não são emigrantes coisa nenhuma, encontram-se num limbo de cidadania. Se por um lado nasceram em França e são cidadãos de pleno direito, por outro não se revêem na cultura de um país que os mantém em bairros dormitório, cinzentos e sem outros estímulos que não os da violência. Mas também não se vêm como cidadãos dos países de origem dos seus pais ou avós, países esses onde se calhar nunca puseram os pés. São como apátridas culturais que rejeitam o seu país, sentem uma atracção pelas suas origens, mas também não as compreendem de forma consequente. As taxas de sucesso escolar destes adolescentes são necessariamente baixas e as hipóteses de alguma vez abandonarem aqueles bairros são remotas. Estão assim presos numa realidade que odeiam e não concebem uma forma de lhe escapar. O Governo não encontra ou não procura formas de melhorar as perspectivas destas pessoas e elas próprias não são capazes de alterar a sua situação. É num clima deste género que a notícia de que dois jovens morreram electrocutados enquanto fugiam da polícia cai que nem uma bomba e dá origem aos primeiros tumultos.
Mas será que o facto de dois miúdos terem morrido a fugir à polícia, mas sem intervenção directa desta, pode justificar oito dias de tumultos? Eu acho que não. Parece-me que o que se passou é que o primeiro dia mostrou que é possível causar pânico e destruição sem consequências. Num estado de direito a polícia não pode simplesmente começar a disparar contra tudo o que se mexa. E para queimar um carro basta uma pessoa, o que aliado ao facto de que ser impossível ter 1 polícia a cada 10 metros, faz com que seja possível passear pelas cidades a incendiar carros uns a seguir aos outros sem que a polícia o possa evitar.
Apercebendo-se de que é possível cometer estes actos impunemente, estes jovens que viveram toda uma vida de exclusão e violência e não têm mecanismos morais que os controlem, repetem as acções de destruição noite após noite. A acirrá-los existe ainda o factor competição entre gangues. Se um destruiu 100 carros, o outro quer destruir 200. Acabou por se criar uma luta pelo poder que se baseia não no combate entre os gangues mas na afirmação do seu poderio pela destruição de carros, mobiliário urbano e neste momento até edifícios.
E tudo isto tem algum objectivo? Existe de facto algum protesto com exigências por trás de toda esta violência? Não me parece. Tudo isto me parece de uma irracionalidade talvez resultante da desumanização criada pelo modelo de bairros dormitórios, hoje já se percebeu que não funciona mas que ainda existe e não desaparecerá tão cedo.
Eu não conheço bem a França mas lembro-me de um filme que vi há uns anos que abordava a problemática dos bairros dos subúrbios, cheios de jovens emigrantes de segunda geração. Nestes bairros existe uma situação de paz podre ou de guerra não declarada em que os jovens vêem a polícia como inimiga e a polícia vê-os como uma cambada de inúteis que ou estão a roubar ou a drogar-se. E este clima, embora relatado num filme, deve ser o que ainda hoje reina neste tipo de bairros. Estes emigrantes de segunda geração, que afinal não são emigrantes coisa nenhuma, encontram-se num limbo de cidadania. Se por um lado nasceram em França e são cidadãos de pleno direito, por outro não se revêem na cultura de um país que os mantém em bairros dormitório, cinzentos e sem outros estímulos que não os da violência. Mas também não se vêm como cidadãos dos países de origem dos seus pais ou avós, países esses onde se calhar nunca puseram os pés. São como apátridas culturais que rejeitam o seu país, sentem uma atracção pelas suas origens, mas também não as compreendem de forma consequente. As taxas de sucesso escolar destes adolescentes são necessariamente baixas e as hipóteses de alguma vez abandonarem aqueles bairros são remotas. Estão assim presos numa realidade que odeiam e não concebem uma forma de lhe escapar. O Governo não encontra ou não procura formas de melhorar as perspectivas destas pessoas e elas próprias não são capazes de alterar a sua situação. É num clima deste género que a notícia de que dois jovens morreram electrocutados enquanto fugiam da polícia cai que nem uma bomba e dá origem aos primeiros tumultos.
Mas será que o facto de dois miúdos terem morrido a fugir à polícia, mas sem intervenção directa desta, pode justificar oito dias de tumultos? Eu acho que não. Parece-me que o que se passou é que o primeiro dia mostrou que é possível causar pânico e destruição sem consequências. Num estado de direito a polícia não pode simplesmente começar a disparar contra tudo o que se mexa. E para queimar um carro basta uma pessoa, o que aliado ao facto de que ser impossível ter 1 polícia a cada 10 metros, faz com que seja possível passear pelas cidades a incendiar carros uns a seguir aos outros sem que a polícia o possa evitar.
Apercebendo-se de que é possível cometer estes actos impunemente, estes jovens que viveram toda uma vida de exclusão e violência e não têm mecanismos morais que os controlem, repetem as acções de destruição noite após noite. A acirrá-los existe ainda o factor competição entre gangues. Se um destruiu 100 carros, o outro quer destruir 200. Acabou por se criar uma luta pelo poder que se baseia não no combate entre os gangues mas na afirmação do seu poderio pela destruição de carros, mobiliário urbano e neste momento até edifícios.
E tudo isto tem algum objectivo? Existe de facto algum protesto com exigências por trás de toda esta violência? Não me parece. Tudo isto me parece de uma irracionalidade talvez resultante da desumanização criada pelo modelo de bairros dormitórios, hoje já se percebeu que não funciona mas que ainda existe e não desaparecerá tão cedo.
Passeios espaciais
A New Scientist costuma ter uns artigos porreiros e encontrei este sobre um passeio espacial que está planeado para hoje às 14h30. Têm de fazer várias reparações e uma das que vão fazer é a remoção de uma sonda de flutuação potencial (Floating Potential Probe, era o que lá dizia, não me perguntem o que isso é) que já não funciona e está a ficar solta. Eles vão simplemesmente soltá-la e atirá-la na direcção da Terra. Dizem que daqui a 100 dias deve entrar na atmosfera, queimando-se completamente.
Ao ler isto surgem-me várias dúvidas. Por exemplo, qual é o tamanho máximo de um objecto para garantir que é completamente consumido na entrada na atmosfera? Depende certamente do material. Por exemplo, se estivermos a falar de diamante industrial, qual é o tamanho máximo que pode ter para termos a certeza de que se desintegra completamente e não acerta na cabeça de ninguém?
Outra dúvida: na entrada na atmosfera, as coisas entram em combustão devido ao atrito do objecto com a atmosfera, resultante das enormes velocidades a que estas entradas são feitas. Mas não é possível chegar à atmosfera a uma menor velocidade? Se o objecto estiver em órbita geo-estacionária e descesse de forma controlada não seria possível manter uma velocidade suficientemente reduzida para evitar todo aquele fogo-de-artifício? Possivelmente isso não é possível porque a energia necessária para controlar essa descida deve ser astronómica. Tenho de perguntar isto a alguém.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Vão por muito mau caminho
Um amigo enviou-me um artigo do Guardian Unlimited que fala de algo curioso que está acontecer nos dias de hoje. Os EUA estão a usar campos de prisioneiros em países do antigo bloco soviético para deter indefinidamente suspeitos de terrorismo por períodos indeterminados e sem qualquer contacto com o exterior, na maior parte das vezes em condições desumanas. Mas o melhor do artigo é a referência a um pedido ao Congresso feito por Dick Chenney, Vice-Presidente dos EUA e Peter Gross, director da CIA, para isentar a agência das leis que proibem o tratamento desumano e cruel de prisioneiros. Esta gente quer poder fazer tudo o que lhes der na gana a qualquer pessoa que os olhe de lado. Se não for terrorista, azar.
Isto representa uma ameaça à Democracia tão grande quanto o terrorismo.
"EU to investigate secret CIA jails
Staff and agencies
Thursday November 3, 2005
The European commission is to investigate claims the CIA is holding al-Qaida captives at Soviet era compounds in eastern Europe.
The detention centres are part of a global internment network that includes Guantánamo Bay, Cuba and the Bagram air base in Afghanistan, according to the Washington Post. (continuar a ler)"
in Guardian Unlimited
Isto representa uma ameaça à Democracia tão grande quanto o terrorismo.
"EU to investigate secret CIA jails
Staff and agencies
Thursday November 3, 2005
The European commission is to investigate claims the CIA is holding al-Qaida captives at Soviet era compounds in eastern Europe.
The detention centres are part of a global internment network that includes Guantánamo Bay, Cuba and the Bagram air base in Afghanistan, according to the Washington Post. (continuar a ler)"
in Guardian Unlimited
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Queres doar esperma? Será boa ideia?
Encontrei esta notícia estonteante na New Scientist. Um rapaz de 15 anos que foi concebido por inseminação artificial com esperma doado anonimamente, conseguiu descobrir o pai utilizando um conjunto de empresas acessíveis pela net. Basicamente o miúdo enviou o seu próprio ADN para análise para uma empresa que faz estudos geneológicos. Com essa informação obteve um apelido de outros dois homens com um cromossoma Y que dava 50% de hipóteses de serem do mesmo pai. Com essa informação e mais algumas que a mãe tinha acerca do dador de esperma (o pai do puto), comprou a uma segunda empresa os nomes de outros homens com características semelhantes. Um deles tinha o mesmo apelido que ele tinha obtido inicialmente.
Esta história é assustadora e estonteante. Por um lado porque acaba com o mito do anonimato dos dadores de esperma. E por outro porque um rapazinho de 15 anos conseguiu ter o engenho para utilizar um conjunto de serviços disponíveis na net para, com algum dinheiro, identificar um entre os 125 milhões de homens que devem viver nos EUA.
E põe-se um conjunto de questões éticas relativamente ao anonimato dos dadores de esperma. Será que um homem que contribua para a geração de uma criança, ainda que de uma forma tão indirecta, tem o direito de exigir anonimato absoluto? Será que uma mulher tem o direito de conceber uma criança negando-lhe à partida um pai?
No Reino Unido já não existe a garantia de anonimato. E identidade dos dadores é guardada e pode ser revelada à criança a partir de determinada idade.
Eu nunca fiz tal doação, só mesmo sangue, mas imagino que alguém que vá a um desses serviços, vai lá com a ideia de ver uns filmes porno, bater uma e receber uns trocos. Acho que nunca mas nunca dispensará dois segundos ao resto do processo em que o seu esperma venha a ser utilizado. E a última coisa em que deve pensar será que eventualmente uma criança nascerá e que ele estará irremediável e indelevelmente ligado a essa criança através da sua herança genética.
"LATE last year, a 15-year-old boy rubbed a swab along the inside of his cheek, popped it into a vial and sent it off to an online genealogy DNA-testing service. But unlike most people who contact the service, he was not interested in sketching the far reaches of his family tree. His mother had conceived using donor sperm and he wanted to track down his genetic father. (continuar a ler)"
in New Scientist
Esta história é assustadora e estonteante. Por um lado porque acaba com o mito do anonimato dos dadores de esperma. E por outro porque um rapazinho de 15 anos conseguiu ter o engenho para utilizar um conjunto de serviços disponíveis na net para, com algum dinheiro, identificar um entre os 125 milhões de homens que devem viver nos EUA.
E põe-se um conjunto de questões éticas relativamente ao anonimato dos dadores de esperma. Será que um homem que contribua para a geração de uma criança, ainda que de uma forma tão indirecta, tem o direito de exigir anonimato absoluto? Será que uma mulher tem o direito de conceber uma criança negando-lhe à partida um pai?
No Reino Unido já não existe a garantia de anonimato. E identidade dos dadores é guardada e pode ser revelada à criança a partir de determinada idade.
Eu nunca fiz tal doação, só mesmo sangue, mas imagino que alguém que vá a um desses serviços, vai lá com a ideia de ver uns filmes porno, bater uma e receber uns trocos. Acho que nunca mas nunca dispensará dois segundos ao resto do processo em que o seu esperma venha a ser utilizado. E a última coisa em que deve pensar será que eventualmente uma criança nascerá e que ele estará irremediável e indelevelmente ligado a essa criança através da sua herança genética.
"LATE last year, a 15-year-old boy rubbed a swab along the inside of his cheek, popped it into a vial and sent it off to an online genealogy DNA-testing service. But unlike most people who contact the service, he was not interested in sketching the far reaches of his family tree. His mother had conceived using donor sperm and he wanted to track down his genetic father. (continuar a ler)"
in New Scientist
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Haaaaaaa, que alívio
Estive hoje a reparar e quando estou no urinol gosto de olhar para cima. Por alguma razão o acto de olhar para cima enriquece imenso a experiência de urinar. Essa simples acção consegue transformar um acto fisiológico numa actividade prazenteira. É claro que isto só é possível num urinol, onde se pode apontar mais para cima ou mais para baixo e qualquer um dos lados serve. Convém talvez evitar apontar directamente em frente, caso contrário teremos de tentar convencer os colegas ou familiares de que abrimos em demasia a torneira do lavatório. Mas tente-se fazer isso com uma sanita e o mais provável é o esguicho percorrer o autoclismo, paredes, papel higiénico e por aí fora... nalguns casos até eventuais bibelots poderão apanhar um duche. E se os bibelots forem levezinhos é bem possível que o potente jacto tenha o mesmo efeito sobre estes que um canhão de água da polícia sobre uma multidão de manifestantes. Se tal acontecer, para além de termos de limpar a urina do chão, teremos de salvar os objectos decorativos de um afogamento em urina.
A melhor forma de aumentar o prazer de uma mijadela é aguentar durante várias horas. Quando a bexiga estiver quase a rebentar então ir devagarinho para a casa de banho e encontrar um urinol limpinho. Devemos então colocar-nos em frente ao urinol, afastar ligeiramente as pernas, sacá-lo cá para fora e apontar para um ponto da nossa preferência. E depois relaxar e deixar as coisas acontecerem. Quem for bastante corajoso e talvez um pouco masoquista, pode bloquear o fluxo por uns momentos, sofrer, e depois libertar novamente. E quem for um Sandokan, pode ainda fazer o mesmo mas sem recorrer ao processo muscular normal para bloquear a bexiga. Em vez disso pode agarrar o prepúcio fazendo com que este se expanda qual balão de água. Confesso que nunca fiz isto. Não pode dar bom resultado. Uma mijadela destas é coisa para levar uns bons minutos e deve ser apreciada em toda a sua plenitude. De preferência acompanhar o acto com uns urros de média intensidade. HAAAAaaaaaaaaaa
A melhor forma de aumentar o prazer de uma mijadela é aguentar durante várias horas. Quando a bexiga estiver quase a rebentar então ir devagarinho para a casa de banho e encontrar um urinol limpinho. Devemos então colocar-nos em frente ao urinol, afastar ligeiramente as pernas, sacá-lo cá para fora e apontar para um ponto da nossa preferência. E depois relaxar e deixar as coisas acontecerem. Quem for bastante corajoso e talvez um pouco masoquista, pode bloquear o fluxo por uns momentos, sofrer, e depois libertar novamente. E quem for um Sandokan, pode ainda fazer o mesmo mas sem recorrer ao processo muscular normal para bloquear a bexiga. Em vez disso pode agarrar o prepúcio fazendo com que este se expanda qual balão de água. Confesso que nunca fiz isto. Não pode dar bom resultado. Uma mijadela destas é coisa para levar uns bons minutos e deve ser apreciada em toda a sua plenitude. De preferência acompanhar o acto com uns urros de média intensidade. HAAAAaaaaaaaaaa
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Ecrãs extensíveis mais perto
A Phillips apresentou um protótipo de um ecrã flexível que pode ser enrolado. O ecrã é bi-estável, ou seja, só é necessário aplicar energia para alterar a imagem, mantendo-se esta sem mais consumo de energia. outra característica é ter legibilidade equivalente à do papel e ser reflector, ou seja, pode ser lido de forma confortável em situações de muita luz. Este ecrã poderá ser utilizado por fabricantes de dispositivos como leitores de livros electrónicos (eBook readers), telemóveis e PDA para oferecerem ecrãs maiores que o dispositivo de base.
domingo, 9 de outubro de 2005
Inocentes até prova em contrário
Cá em Portugal é assim. Somos um povo que acredita religiosamente na máxima "inocente até prova em contrário". Um autarca está sob investigação por corrupção enquanto Presidente da Câmara? Então elege-se outra vez porque se ainda não foi condenado então é inocente e os inocentes devem ser protegidos. Só espero que estas reeleições não influenciem o percurso das investigações e os próprios julgamentos e que os que forem de facto corruptos venham a ser condenados. Mas isto é Portugal...
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Eu Conan
A respeito desta crise existencial lembro-me de que quando era miúdo era o mais rápido da turma. Ninguém corria mais rápido do que eu e em relação à maioria dos rapazes e raparigas da turma ganhava por grande margem. Na apanhada era imbatível fazendo slalons entre resmas de miúdas sem que sequer me conseguissem tocar (na altura a palavra resmas só se usava mesmo para pilhas de folhas de papel de fotocópia). Havia apenas uma rapariga que tinha chumbado, que era mais alta do que eu e tinha umas pernas que nunca mais acabavam, que conseguia chegar perto de mim (agora que penso no assunto, já no liceu ela era daquelas que eram feias como tudo mas compensavam largamente com um corpo que dava vontade de uivar). E era extremamente ágil. Era capaz de saltar mais longe, mais alto que os outros. Nas aulas de ginástica eu era o único que com um daqueles trampolins de madeira dava um mortal por cima do boque (aquela caixa de madeira trapezoidal com o topo almofado constituída por diversas caixas sucessivamente mais estreitas que se encaixavam umas nas outas. Acho que era assim que se chamava).
Por isso quando apareceram os fantásticos desenhos animados "Conan, o Rapaz do Futuro" achei que de forma natural os meus colegas deixariam de me tratar pelo meu apelido para me passarem a chamar de Conan. Para minha surpresa tal nunca aconteceu. O Conan veio e foi, sem que nunca me tivessem chamado de tal. Acho que aos meus coleguinhas lhe faltou um pouco de perspicácia... ou fui eu que fui demasiado ambicioso.
Por isso quando apareceram os fantásticos desenhos animados "Conan, o Rapaz do Futuro" achei que de forma natural os meus colegas deixariam de me tratar pelo meu apelido para me passarem a chamar de Conan. Para minha surpresa tal nunca aconteceu. O Conan veio e foi, sem que nunca me tivessem chamado de tal. Acho que aos meus coleguinhas lhe faltou um pouco de perspicácia... ou fui eu que fui demasiado ambicioso.
Crise existencial blogueriana
Tenho estado a pensar que Portuga é capaz de transmitir uma ideia errada acerca da minha pessoa. Quem é que eu quero ser na Blogoesfera? Vejo muitas vezes nos comentários chamarem-me erradamente de Portugal, o que transmite uma ideia de nacionalismo que não podia estar mais longe da verdade. Se há coisa que não sou é nacionalista. E será que sou tão tipicamente português que Portuga se me aplique? Bom, pelo menos falar mal de Portugal e dos outros portugueses falo. Não gosto de pagar impostos e acho que os governantes de Portugal são sucessivamente e talvez incrementalmente incompetentes. Gostava mesmo era de ganhar o Euromilhões, abandonar de vez o trabalho e passar a viver dos rendimentos. Mas apesar disso tudo não me parece que Portuga transmita de todo a minha personalidade. Talvez esta dúvida seja fruto de alguma situação de redefinição da minha vida.
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
E não há ninguém que queira mudar a Lei?
O que eu acho escandaloso é que seja possível a uma pessoa que tem um processo judicial em curso, sob suspeita de corrupção enquanto autarca, possa recandidatar-se como se nada se passasse. Especialmente tendo em conta que os processos judiciais contra candidatos ficam suspensos durante a campanha eleitoral. Mas isso não é o mais escandaloso. O mais escandaloso é que a Lei tem estas falhas clamorosas e não se houve ninguém (bem, ok, o Mendes falou do assunto, mas como se não estivesse também nas mãos dele alterar a situação) dizer que a Lei tem de ser alterada.
Quanto ao povo de Felgueiras... Eu não percebo esta maneira de pensar de pessoas que quanto muito terão falado com a Fátinha duas vezes na vida deles e que só porque gostaram das cinco rotundas que a senhora lá fez, porque também se chama Felgueiras como a terra, passam a vê-la como se fosse a enviada de deusnossosenhor e livre de quaisquer pecados ou tentações. E que tenham falado com ela todos os dias nos últimos quinze anos. Sabem lá como é que ela conduz os negócios da Câmara entreportas. É não ter qualquer noção da sua própria ignorância.
Como ressalva devo dizer que aceito o princípio de que as pessoas são inocentes até que seja possível provar o contrário e que como tal não a dou desde já como culpada. O senso comum já provou não ser infalível e acusações leva-as o vento.
Quanto ao povo de Felgueiras... Eu não percebo esta maneira de pensar de pessoas que quanto muito terão falado com a Fátinha duas vezes na vida deles e que só porque gostaram das cinco rotundas que a senhora lá fez, porque também se chama Felgueiras como a terra, passam a vê-la como se fosse a enviada de deusnossosenhor e livre de quaisquer pecados ou tentações. E que tenham falado com ela todos os dias nos últimos quinze anos. Sabem lá como é que ela conduz os negócios da Câmara entreportas. É não ter qualquer noção da sua própria ignorância.
Como ressalva devo dizer que aceito o princípio de que as pessoas são inocentes até que seja possível provar o contrário e que como tal não a dou desde já como culpada. O senso comum já provou não ser infalível e acusações leva-as o vento.
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
Pronto, lá puseram o raio da mulher cá fora
A Sra. Dra. Juíza de Felgueiras considerou que o facto de já ter fugido uma vez não era indicador de que o poderia fazer outra vez. Pronto, é uma maneira de pensar nas coisas. Vamos lá a ver se quando forem ler o veredícto, a senhora não está já a passar umas férias no Brasil.
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Hurraaaa!!!! Felgueiras atrás das grades

Finalmente a Fátima Felgueiras está presa!!!! Palavra que me dava a volta ao estômago de cada vez que via a senhora a falar para as câmaras com aquele ar cínico.
PUBLICO.PT: "Fátima Felgueiras detida hoje à chegada ao aeroporto de Lisboa
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Este beco sem saída
A situação portuguesa no que diz respeito ao Imposto Automóvel (IA) é ultrajante. Não é de hoje e certamente não será resolvida tão cedo. Como todos sabemos, Portugal tem dos carros mais carros a nível europeu. Isto deve-se a uma chicospertice fiscal que o Estado português impõe aos seus contribuintes e que é verdadeiramente obscena. Ao valor de base do automóvel é somado o IA, um valor calculado em função da cilindrada. O IVA é então calculado sobre este somatório, dando origem a uma situação de dupla tributação, obrigando os contribuintes a pagar um imposto sobre um imposto. Isto é bem sabido por todos os portugueses que alguma vez sonharam em comprar carro e não tem qualquer novidade. Esta situação mantém-se há anos e a União Europeia até já aconselhou a uma harmonização fiscal relativamente ao mercado automóvel. No entanto está prevista uma ressalva no que diz respeito aos impostos de cada país da União e que basicamente permite aos países manterem determinados impostos que não estão de acordo com o princípio de harmonia fiscal, desde que estes representem uma fatia significativa das receitas fiscais de que os estados não possam abdicar. Ora outra coisa que os portugueses também sabem, é que não só a nossa Administração Fiscal é pouco eficaz na colecta dos impostos, como ainda por cima, todo o Estado português é extremamente ineficiente no que diz respeito à aplicação desses mesmo impostos. E para mal dos pecados de qualquer pessoa que pretenda comprar um automóvel novo, o IA deve ser o imposto mais eficaz de todos os impostozinhos que os portugueses têm de pagar. Não há fuga possível. Existem várias situações previstas na lei em que os veículos não estão sujeitos a IA, mas não há a possibilidade de fuga ao imposto. Não é possível comprar um carro sem que se pague o IA porque pura e simplesmente os carros não seriam matriculados sem passarem por todos os trâmites legais. E ao contrário de outros países como os EUA, em Portugal não é possível circular sem matrícula. Portanto, as probabilidades de o Estado português abdicar de um imposto, que é ao mesmo tempo significativo em termos de receitas e tem a garantia de colecta que o IA tem, são muito, mas muito reduzidas. Portugal pura e simplesmente não pode abdicar desse volume de receitas fiscais. Mas pelos vistos, segundo
esta notícia do Portugal Diário, existe um número crescente de portuguese que recorrem a uma solução para fugir ao absurdo que é o IA. Adquirem uma falsa residência espanhola, incluindo identificação e carta de condução espanholas, e passam a poder comprar um carro tendo como único imposto 16% de IVA, capítulo onde os espanhóis também nos batem por uma margem de 5 pontos percentuais.
Embora, de acordo com a notícia, o número de portugueses que recorrem a este subterfúgio tenha vindo a aumentar, não me parece que seja algo que se possa vir a generalizar. Isto porque embora as autoridades espanholas não dificultem o processo, este nunca poderá ser demasiado fácil e implicará certamente várias deslocações ao país vizinho e horas perdidas em instituições governamentais. Eu pela minha parte não teria qualquer prurido em passar pelo processo se para isso tivesse oportunidade.
É claro que por cada carro que seja comprado em Espanha o Estado português perde não só o seu precioso IA, como o IVA e ainda causa a perda de uma venda em Portugal, prejudicando as empresas nacionais do ramo. Estas perdas são da única e inteira responsabilidade dos governos que optam por manter um imposto injusto.
Agencia Financeira: "Centenas de portugueses compram carros em Espanha"
esta notícia do Portugal Diário, existe um número crescente de portuguese que recorrem a uma solução para fugir ao absurdo que é o IA. Adquirem uma falsa residência espanhola, incluindo identificação e carta de condução espanholas, e passam a poder comprar um carro tendo como único imposto 16% de IVA, capítulo onde os espanhóis também nos batem por uma margem de 5 pontos percentuais.
Embora, de acordo com a notícia, o número de portugueses que recorrem a este subterfúgio tenha vindo a aumentar, não me parece que seja algo que se possa vir a generalizar. Isto porque embora as autoridades espanholas não dificultem o processo, este nunca poderá ser demasiado fácil e implicará certamente várias deslocações ao país vizinho e horas perdidas em instituições governamentais. Eu pela minha parte não teria qualquer prurido em passar pelo processo se para isso tivesse oportunidade.
É claro que por cada carro que seja comprado em Espanha o Estado português perde não só o seu precioso IA, como o IVA e ainda causa a perda de uma venda em Portugal, prejudicando as empresas nacionais do ramo. Estas perdas são da única e inteira responsabilidade dos governos que optam por manter um imposto injusto.
Agencia Financeira: "Centenas de portugueses compram carros em Espanha"
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Teve de ser
Tive de aderir à "palavra de verificação" para impedir comentários introduzidos de forma automática. Agora é necessário introduzir as letras que se encontram numa imagem distorcida para fazer comentários no meu blogue. Felizmente que o Blogger acrescentou essa funcionalidade. Isto deve impedir comentários automáticos por uns tempos.
Captcha - Wikipedia, the free encyclopedia
Que belas autárquicas
PUBLICO.PT: "Carrilho e Carmona trocam acusações em debate televisivo"
(ler com sotaque brasileiro)
Xiiii, qui gentchinha mais baixa, né?
(ler com sotaque brasileiro)
Xiiii, qui gentchinha mais baixa, né?
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Solução para depilação total
Eu posso não ter uma grande memória, que não tenho, mas capacidade para inventar soluções não me falta. De repente veio-me à cabeça a solução ideal para os homens se depilarem sem fazerem figuras tristes. Depilação completa sem risco de lascar a masculinidade. E o melhor é que também serve para as mulheres.
A ideia é ter um tanque cheio de uma versão mais líquida do Veet ou qualquer outro produto do género onde o futuro depilado se mergulha até ao pescoço. É só aguardar o tempo necessário para o produto fazer o seu efeito e pimba, todos pelinhos do corpo desaparecem. Depois é só tomar um valente duche.
Quem tem cabelo comprido deve ter o cuidado de o manter acima do nível de depilação, claro.
A ideia é ter um tanque cheio de uma versão mais líquida do Veet ou qualquer outro produto do género onde o futuro depilado se mergulha até ao pescoço. É só aguardar o tempo necessário para o produto fazer o seu efeito e pimba, todos pelinhos do corpo desaparecem. Depois é só tomar um valente duche.
Quem tem cabelo comprido deve ter o cuidado de o manter acima do nível de depilação, claro.
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Erradicar os pelos?
No Verão levanta-se-me sempre a questão "e se eu rapasse os pelos das pernas?". Não é que esteticamente me incomodem, mas a verdade é que me enerva supinamente ver 70% do protector solar inutilmente retido nos resquícios da nossa herança primata que até prova em contrário já não servem qualquer propósito. Mas logo, logo, a ideia varre-se-me da cabeça mal começo a ponderar a melhor maneira de erradicar a evidência macaca. A imagem das minhas pernas cobertas de Veet, enquanto leio uma revista cheio de cuidados para não sujar nada, assusta-me de tão ridícula e de tal maneira que a instrospecção se fica logo por ali.
O mais que fiz foi aparar os pelos do peito e devo dizer que até fiquei satisfeito com os resultados. Quem é que precisa de pelos com 5 cms de comprimento?
lista de compras: "E quem vai pôr isto na lista?"
Espargos
Acho fascinante a velocidade com que os espargos alteram o cheiro da urina. Basta ir à casa de banho a seguir ao almoço e zás, lá está o cheiro característico dos espargos. Ao investigar um pouco este fenómeno encontrei um sítio onde se pode saber tudo sobre os espargos, esses maravilhosos brotos designados cientificamente por Asparagus officinalis. Por exemplo, o cheiro característico dos espargos na urina é causado coniferina e o facto de o odor da urina ser alterado pelos espargos é um indicador de que os rins estão a funcionar bem, caso contrário a coniferina ficaria retida nos rins.
Mais fantástica ainda é a informação de que se juntarmos à urina com cheiro a espargos um pouco de terebentina, a coniferina que entretanto se descompôs em álcool coniferínico é transformado por sua vez em vanilina que tem um agradável odor. Onde é que poderei comprar um pouco de terebentina para fazer a experência?
http://pwp.netcabo.pt/naturosofia/diet_alimentos.htm#_Espargos
Mais fantástica ainda é a informação de que se juntarmos à urina com cheiro a espargos um pouco de terebentina, a coniferina que entretanto se descompôs em álcool coniferínico é transformado por sua vez em vanilina que tem um agradável odor. Onde é que poderei comprar um pouco de terebentina para fazer a experência?
http://pwp.netcabo.pt/naturosofia/diet_alimentos.htm#_Espargos
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Su Doku
O Público publica estes jogos no seu jornal e parece que isto está a pegar qual fogo de verão. Vou fazer uma folhinha Excel para verificar se uma solução está correcta.
Su Doku no Times Online
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Zezé Camarinha e o Futuro
A propósito dos anúncios da Olá, com o nosso querido Zezé Camarinha, bateu-me uma grande preocupação com o seu futuro. Será que o Zezé se acautelou? É que aquela profissão é de desgaste acelerado. Espero que ele tenha feito bons investimentos num plano poupança reforma, ou que tenha um bom gestor de conta que lhe dê bons conselhos de investimento. Angustia-me profundamente a ideia de ver um gigolô daquela craveira, o nosso mais vistoso artista do engate, vir a morrer na miséria. E qual Camões, ser enterrado numa vala comum. Eu digo não! Não!
Vou abrir uma conta bancária, para a qual poderão contribuir com a vossa generosidade. Com esse dinheiro comprometo-me a criar um fundo para garantir a reforma do melhor gigolô português de que há memória (enfim, eu tenho memória curta, estava agora a tentar lembrar-me do que almocei ontem).
E penso ser também importante que não se perca o capital de conhecimento na arte de engatar e por isso proponho-me escrever as memórias do Grande Camarinha, que tenho a certeza será um sucesso a nível nacional e um serviço à Nação e ao Mundo.
E quando o nosso guru um dia, enfim, bater as botas, prontifico-me desde já a liderar o movimento a exigir a transladação do corpo para o Panteão (ou como disse alguém, o Pantilhão) Nacional.
Viva o Zezé Camarinha!
Vou abrir uma conta bancária, para a qual poderão contribuir com a vossa generosidade. Com esse dinheiro comprometo-me a criar um fundo para garantir a reforma do melhor gigolô português de que há memória (enfim, eu tenho memória curta, estava agora a tentar lembrar-me do que almocei ontem).
E penso ser também importante que não se perca o capital de conhecimento na arte de engatar e por isso proponho-me escrever as memórias do Grande Camarinha, que tenho a certeza será um sucesso a nível nacional e um serviço à Nação e ao Mundo.
E quando o nosso guru um dia, enfim, bater as botas, prontifico-me desde já a liderar o movimento a exigir a transladação do corpo para o Panteão (ou como disse alguém, o Pantilhão) Nacional.
Viva o Zezé Camarinha!
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Paciência de chinês
Estive de férias a primeira quinzena de Agosto, de maneira que esta semana tenho tido uma certa dificuldade em concentrar-me, especialmente porque tenho de estudar um conjunto de documentos que não são propriamente muito estimulantes.

Por alguma razão lembrei-me de um documentário que vi há uns anos sobre a revolução comunista na China. Quando a revolução rebentou, as embaixadas dos EUA foram evacuadas e a documentação destruída com recurso a shredders, aquelas máquinas que cortam papel em tirinhas muito pequeninas, precisamente para que não possam ser lidos à posteriori, e das quais não sei o nome em português. Infelizmente os americanos subestimaram a perseverança e vontade dos chineses em ler aqueles documentos, que conseguiram reconstituir grande parte dos documentos como se fossem puzzles. Se alguém alguma vez precisasse de um exemplo de dedicação, paciência e perseverança, acho que este deve ser dos melhores.
Por alguma razão lembrei-me de um documentário que vi há uns anos sobre a revolução comunista na China. Quando a revolução rebentou, as embaixadas dos EUA foram evacuadas e a documentação destruída com recurso a shredders, aquelas máquinas que cortam papel em tirinhas muito pequeninas, precisamente para que não possam ser lidos à posteriori, e das quais não sei o nome em português. Infelizmente os americanos subestimaram a perseverança e vontade dos chineses em ler aqueles documentos, que conseguiram reconstituir grande parte dos documentos como se fossem puzzles. Se alguém alguma vez precisasse de um exemplo de dedicação, paciência e perseverança, acho que este deve ser dos melhores.
sexta-feira, 29 de julho de 2005
A Guerra ao Terrorismo
Toda a gente sabe, estamos em guerra com o terrorismo. Mas será que estamos mesmo? Uma guerra é, ou tem sido ao longo da história, um conflito entre partes que acaba com a capitulação de uma das partes. Ora esta suposta guerra ao terrorismo, a acabar com a capitulação de alguma parte, teria de ser obrigatoriamente do lado dos governos. Isto porque do outro lado não há ninguém que possa dar às tropas a ordem de rendição. Há umas tendência actual para associar o terrorismo apenas com o de origem islâmica radical. Mas convém não esquecer o terrorismo nacionalista basco, o terrorismo do IRA e dos protestantes da Irlanda do Norte (o primeiro muito mais visível que o segundo) e muitos outros exemplos espalhados pelo mundo. Convém não esquecer que nos anos 80 as Brigadas Vermelhas italianas ainda cometeram assassinatos e na Alemanha só em 1998 a Rote Armee Fraktion (RAF) se auto-declarou extinta. Quero com estes exemplos demonstrar que o terrorismo é um meio para atingir fins e que não é exclusivo de nenhuma religião ou ideologia. E arrisco afirmar que o terrorismo nunca se extinguirá, por muita guerra que se lhe faça.
Mas não vale a pena tapar o sol com a peneira. Actualmente, e seguramente desde que a palavra terrorismo é utilizada com o sentido que lhe damos hoje, o terrorismo islâmico é o mais visível, o mais ameaçador e o mais destrutivo. E as coisas tornaram-se tanto mais graves quanto o terrorismo atingiu níveis de organização nunca antes vistos e o requinte de um franchising multinacional.
Mas também é tapar o sol com a peneira pensar que conseguiremos derrotar o terrorismo através de um combate reactivo ou meramente de perseguição e desmembramento das organizações e células terroristas. Se é verdade que temos de estar armados e vigilantes para evitar as acções já preparadas e as outras que o venham a ser, não é menos verdade que essa lógica nos dará possivelmente muitos sucessos mas também nos garantirá alguns insucessos que se manifestam sobre a forma de mortos e estropiados e terror generalizado, preço esse que é inaceitável.
É então crucial trabalhar um pouco mais a montante e perceber as causas e as motivações do terrorismo. E combatê-lo também e sobretudo por aí. Porque o verdadeiro combustível do terrorismo não é o dinheiro de múltiplas actividades ilegais que flui pelo mundo inteiro e desagua em contas de off-shores para financiar as células terroristas, mas sim o ódio e a motivação doentia que leva a que uma pessoa veja como aceitável explodir-se a si próprio para matar o maior número possível de seres humanos às sua volta. A melhor forma de combater os terroristas não é apanhá-los antes que despoletem as bombas, mas sim garantir que nunca venham a ter vontade de o fazer. Os anglo-saxónicos dizem algo que se aplica muito bem ao que quero dizer: when there is a will, there is a way.
O Ocidente tem de se auto-analisar e fazer uma auto-crítica que lhe permita perceber quais as suas responsabilidades na construção deste ódio ao nosso modo de vida e que nos transforma em alvo de bombistas suicidas. Não quero com isto dizer que os países democráticos são os únicos responsáveis pela expansão do terrorismo, mas quem pense que pode sacudir essa responsabilidade e que a culpa é só dos outros, está a contribuir para a manutenção de um terrorismo global saudável por muitos e bons anos.
controversa maresia
Mas não vale a pena tapar o sol com a peneira. Actualmente, e seguramente desde que a palavra terrorismo é utilizada com o sentido que lhe damos hoje, o terrorismo islâmico é o mais visível, o mais ameaçador e o mais destrutivo. E as coisas tornaram-se tanto mais graves quanto o terrorismo atingiu níveis de organização nunca antes vistos e o requinte de um franchising multinacional.
Mas também é tapar o sol com a peneira pensar que conseguiremos derrotar o terrorismo através de um combate reactivo ou meramente de perseguição e desmembramento das organizações e células terroristas. Se é verdade que temos de estar armados e vigilantes para evitar as acções já preparadas e as outras que o venham a ser, não é menos verdade que essa lógica nos dará possivelmente muitos sucessos mas também nos garantirá alguns insucessos que se manifestam sobre a forma de mortos e estropiados e terror generalizado, preço esse que é inaceitável.
É então crucial trabalhar um pouco mais a montante e perceber as causas e as motivações do terrorismo. E combatê-lo também e sobretudo por aí. Porque o verdadeiro combustível do terrorismo não é o dinheiro de múltiplas actividades ilegais que flui pelo mundo inteiro e desagua em contas de off-shores para financiar as células terroristas, mas sim o ódio e a motivação doentia que leva a que uma pessoa veja como aceitável explodir-se a si próprio para matar o maior número possível de seres humanos às sua volta. A melhor forma de combater os terroristas não é apanhá-los antes que despoletem as bombas, mas sim garantir que nunca venham a ter vontade de o fazer. Os anglo-saxónicos dizem algo que se aplica muito bem ao que quero dizer: when there is a will, there is a way.
O Ocidente tem de se auto-analisar e fazer uma auto-crítica que lhe permita perceber quais as suas responsabilidades na construção deste ódio ao nosso modo de vida e que nos transforma em alvo de bombistas suicidas. Não quero com isto dizer que os países democráticos são os únicos responsáveis pela expansão do terrorismo, mas quem pense que pode sacudir essa responsabilidade e que a culpa é só dos outros, está a contribuir para a manutenção de um terrorismo global saudável por muitos e bons anos.
controversa maresia
terça-feira, 26 de julho de 2005
Prisão perpétua
Sempre fui da opinião que a pena de morte não devia existir, por uma série de factores que não vou apresentar agora. Já em relação à prisão perpétua não tenho a mesma perspectiva. A prisão perpétua é sempre reversível caso surjam novas provas que ilibem o condenado, coisa que não acontece com a pena capital. Depois de executada...
Eu acho que temos de admitir que há pessoas que cometeram crimes horríves e que pura e simplesmente não são recuperáveis para a sociedade. E se postas em liberdade continuam a representar uma ameaça inaceitável.
É claro que isto pode dar origem a problemas práticos, como o excesso de ocupação das cadeias, a possibilidade de cairmos no extremo de considerarmos demasiados casos como sendo irrecuperáveis e outros certamente. Mas por princípio não vejo nenhuma objecção filosófica suficientemente forte que me leve a excluir a existência da pena de prisão perpétua.
BBC NEWS | Europe | Van Gogh killer jailed for life:
"Van Gogh killer jailed for life
Mohammed Bouyeri
Bouyeri was arrested shortly after Van Gogh's killing
A Dutch court has sentenced a 27-year-old radical Islamist to life in prison for the November murder of controversial film-maker Theo van Gogh."
Eu acho que temos de admitir que há pessoas que cometeram crimes horríves e que pura e simplesmente não são recuperáveis para a sociedade. E se postas em liberdade continuam a representar uma ameaça inaceitável.
É claro que isto pode dar origem a problemas práticos, como o excesso de ocupação das cadeias, a possibilidade de cairmos no extremo de considerarmos demasiados casos como sendo irrecuperáveis e outros certamente. Mas por princípio não vejo nenhuma objecção filosófica suficientemente forte que me leve a excluir a existência da pena de prisão perpétua.
BBC NEWS | Europe | Van Gogh killer jailed for life:
"Van Gogh killer jailed for life
Mohammed Bouyeri
Bouyeri was arrested shortly after Van Gogh's killing
A Dutch court has sentenced a 27-year-old radical Islamist to life in prison for the November murder of controversial film-maker Theo van Gogh."
quarta-feira, 20 de julho de 2005
BBC NEWS | Asia-Pacific | US reports China missile build-up
O Pentágono emitiu um relatório relativo à situação militar da China, apontando nomeadamente um crescimento no investimento em armamento destinado primariamente à reconquista de Taiwan. Mas também afirmam que o armamento adquirido pode indiciar uma futura postura agressiva da China em relação a outras potências. Se de facto a China tivesse intenções de invadir Taiwan e reclamar de vez aquele território então fazia sentido que se precavesse contra os EUA que sempre apoiaram a manutenção do actual estado de coisas entre a China e Taiwan. Mas parece pouco credível que a China tivesse outras intenções mais imperialistas que excedessem a conquista desta ilha.
É curioso verificar que os EUA apontam como censurável os gastos com a defesa chinesa que poderão ascender a 90 mil milhões de dólares, quando eles próprios gastam cerca de 400 mil milhões.
"O problema são os outros"
BBC NEWS | Asia-Pacific | US reports China missile build-up: "China has increased the number of short-range ballistic missiles on its coast opposite Taiwan, the US has said."
É curioso verificar que os EUA apontam como censurável os gastos com a defesa chinesa que poderão ascender a 90 mil milhões de dólares, quando eles próprios gastam cerca de 400 mil milhões.
"O problema são os outros"
BBC NEWS | Asia-Pacific | US reports China missile build-up: "China has increased the number of short-range ballistic missiles on its coast opposite Taiwan, the US has said."
Miguel
Será verdade que o Benfica forjou um contrato com o Miguel? Esta descrição no DN pinta uma imagem muito feia dos dirigentes do Benfica.
DN Online: Um potencial caso de pol?cia
DN Online: Um potencial caso de pol?cia
Água em Marte
Aqui está uma imagem de água encontrada em Marte. A existência de água em Marte é crucial para a viabilidade de missões tripuladas ao planeta vermelho. Estas bolsas de água permitirão a permanência de humanos no planeta por muito mais tempo e a construção de habitates onde possam se possam reproduzir plantas, facilitando em muito o processo de reciclagem do ar.
Astronomy Picture of the Day
terça-feira, 19 de julho de 2005
Guerra aos gafanhotos
Os gafanhotos são uma praga terrível especialmente em África, mas pelos vistos também na China. Para combater esta praga os chineses estão a usar galinhas e patos na tentativa de reduzir a utilização de pesticidas. Os patos têm um apetite terrível e são capazes de comer 400 gafanhotos por dia.
BBC News | Asia-Pacific | Fowl plot to hunt Chinese locusts: "Fowl plot to hunt Chinese locusts"
BBC News | Asia-Pacific | Fowl plot to hunt Chinese locusts: "Fowl plot to hunt Chinese locusts"
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Torre Solar de 1 Km de altura
Encontrei esta notícia de um projecto que ainda está na fase inicial na Austrália. O nome é enganador porque a electricidade não é produzida por células fotoeléctricas mas sim por turbinas, ou seja, através do vento. Esta torre é oca e tem no seu interior 32 turbinas eólicas. O modo de funcionamento é relativamente simples. Com a incidência do sol, o ar dentro da torre aquece e sobe por convecção a uma velocidade de 56 kmh, fazendo girar as turbinas e gerando electricidade. Durante o dia é ainda armazenado calor em células solares, que é depois libertado durante a noite garantindo a produção de electricidade mesmo quando não há sol. A grande vantagem desta solução é que funciona mesmo quando não há a mínima brisa. E a produção de electricidade através de energia eólica oferece um rendimento muito superior ao das células fotoeléctricas. Calcula-se que esta torre produzirá 200 megawatts de electricidade, suficiente para 200.000 habitações, com as consequentes vantagens em termos de emissão de gases de efeito de estufa. Uma parte do investimento já foi feito através da aquisição de um terreno no interior da Austrália (outback), no entanto ainda não existem investidores para avançar com o projecto que custará qualquer coisa entre 500.000 e 750.000 USD. Já existe um acordo com a China para a construção de várias destas torres.
Wired News: Solar Tower of Power Finds Home: "The quest for a new form of green energy has taken a significant step
with the purchase of a 25,000-acre sheep farm in the Australian outback. The huge alternative energy project isn't driven by manure, but by a 1-kilometer-high thermal power station called the Solar Tower."
Wired News: Solar Tower of Power Finds Home: "The quest for a new form of green energy has taken a significant step
with the purchase of a 25,000-acre sheep farm in the Australian outback. The huge alternative energy project isn't driven by manure, but by a 1-kilometer-high thermal power station called the Solar Tower."
DN Online: Pol?cia procura "cérebro" dos atentados de Londres
Interessantíssima esta montagem do puzzle ainda com peças desaparecidas relativamente aos atentados de Londres e aos bombistas suicídas. E extremamente preocupante a capa de normalidade que cobre os quatro jovens muçulmanos, aparentemente todos imigrantes de segunda geração, ou seja, súbditos da Rainha.
DN Online: Pol?cia procura "cérebro" dos atentados de Londres: "Os quatro bombistas-suicidas eram jovens muçulmanos com vidas quase normais"
DN Online: Pol?cia procura "cérebro" dos atentados de Londres: "Os quatro bombistas-suicidas eram jovens muçulmanos com vidas quase normais"
BBC NEWS | Americas | Schwarzenegger has $1m media job
E ainda se queixam dos nossos políticos :-).
BBC NEWS | Americas | Schwarzenegger has $1m media job: "Arnold Schwarzenegger is being paid at least $1m (?567,000) a year as a
consultant for fitness magazines, their publisher has revealed."
BBC NEWS | Americas | Schwarzenegger has $1m media job: "Arnold Schwarzenegger is being paid at least $1m (?567,000) a year as a
consultant for fitness magazines, their publisher has revealed."
BBC NEWS | Health | Prayer 'no aid to heart patients'
Um estudo médico conduzido nos EUA chegou à conclusão de que a reza não influenciava a o resultado (sucesso, ou morte) ou recuperação de pacientes submetidos a intervenção cirúrgica ao coração. O objectivo do estudo não era perceber se Deus ajudava ou não os pacientes, mas sim perceber se o bem estar e estado de espírito positivo causado ao paciente por ter alguém a rezar por ele, o ajudaria. De acordo com os resultados, a reza não qualquer influência. No entanto uma combinação de música, imagens e estimulação táctil trouxe alguns benefícios, se bem que estatísticamente pouco relevantes.
Como já disse aqui várias vezes sou agnóstico, mas não me custava acreditar que a fé de uma pessoa a ajudasse a superar uma doença. É que aquilo em que a pessoa acredita não tem necessariamente de ser verdade, basta que a pessoa acredite que é. Da mesma forma que o estado de espírito e postura de uma pessoa em determinada fase da sua vida podem influenciar o desfecho de uma situação de vida ou morte. Com o meu avô materno aconteceu isso. A minha avó tinha morrido uns dois anos antes, quando o meu avó teve uma complicação cardíaca com oitenta e poucos anos. Ele estava inconsciente quando foi para o hospital e já não voltou a recuperar. Mas o que os médicos disseram era que tinham tentado tudo mas ele pura e simplesmente já não queria continuar a viver. Outras pessoas em situações semelhantes acabam por conseguir recuperar.
BBC NEWS | Health | Prayer 'no aid to heart patients': "Praying for patients undergoing heart operations does not improve their outcomes, a US study suggests."
Como já disse aqui várias vezes sou agnóstico, mas não me custava acreditar que a fé de uma pessoa a ajudasse a superar uma doença. É que aquilo em que a pessoa acredita não tem necessariamente de ser verdade, basta que a pessoa acredite que é. Da mesma forma que o estado de espírito e postura de uma pessoa em determinada fase da sua vida podem influenciar o desfecho de uma situação de vida ou morte. Com o meu avô materno aconteceu isso. A minha avó tinha morrido uns dois anos antes, quando o meu avó teve uma complicação cardíaca com oitenta e poucos anos. Ele estava inconsciente quando foi para o hospital e já não voltou a recuperar. Mas o que os médicos disseram era que tinham tentado tudo mas ele pura e simplesmente já não queria continuar a viver. Outras pessoas em situações semelhantes acabam por conseguir recuperar.
BBC NEWS | Health | Prayer 'no aid to heart patients': "Praying for patients undergoing heart operations does not improve their outcomes, a US study suggests."
Há pessoas com uma lata
Há uns anos atrás emprestei um livro a uma amiga. Um romance de Ficção Científica. Quando me devolveu o livro vinha todo escrevinhado. Chamei-lhe a atenção para isso e pedi explicações. A mim o que me ensinaram é que se devia devolver as coisas no mesmo estado que nos emprestaram. Qual não é a minha surpresa quando ela ficou toda ofendida e ainda teve a lata de dizer que eu lhe devia agradecer porque ela me tinha enriquecido o livro. A vida traz-nos com cada imbecil.
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Era uma vez um Arrastão
Olha, então não é que não houve arrastão nenhum? A Diana Andringa fez um trabalho verdadeiramente jornalístico, com confirmação de testemunhos e tudo, e que contradiz, assim no mínimo um bocadinho, a histeria da restante imprensa portuguesa. Um gajo na sua ignorância fica a pensar se não será melhor limitar-se aos canais de filmes e aos pornográficos. Ao menos nesses já se sabe que é tudo montado.
Isto revolta-me um bocadinho porque me lembro bem que me senti muito mal com a imagem da situação que criei com base nas notícias do próprio dia. E não calhou nada bem porque eu já não me sentia grande coisa com o estado calamitoso da economia portuguesa.
Se fossem todos à merda...
Era uma vez um Arrastão
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Benditas autárquicas
É tão bom termos autárquicas. Só é pena serem de quatro em quatro anos. Deviam ser pelos menos de dois em dois. É que com esta calendarização temos de esperar quatro anos para que se façam uma série de obras, umas necessárias, outras estéticas. Por exemplo, lá para os meus lados reformaram o parque infantil. Agora tem uma cerca e aqueles baloiços novos em plástico, excelentes para os miúdos. A cerca então é uma dádiva divina (bem, enfim, freguesaica ou autárquica). Solta-se os miúdos lá dentro, tranca-se a cerca e pronto, dali não saiem. Aqui para o sítio onde trabalho começaram a embelezar duas grandes rotundas. É só obras, é só melhorias. Valha-nos Deus, que bom, que bom.
Rua da Saudade: "9 de Outubro
Vai ser lindo, vai. Em termos pessoais, lamento que neste país o voto em branco não seja interpretado como deveria. Porque esse seria o meu voto nas pr?ximas aut?rquicas."
Rua da Saudade: "9 de Outubro
Vai ser lindo, vai. Em termos pessoais, lamento que neste país o voto em branco não seja interpretado como deveria. Porque esse seria o meu voto nas pr?ximas aut?rquicas."
A vítima
Há que ver Jardim pelo que ele realmente é. Um mártir na defesa dos interesses dos Madeirenses.
É-me difícil compreender como é que os madeirenses elegem Jardim, legislatura após legislatura. O homem não tem ponta por onde se lhe pegue. Ninguém o pode acusar de ter pose de Estado, não tem o mínimo de respeito pelo cargo que ocupa, não se dá ele próprio ao respeito e é mal educado e inconveniente sempre que pode. Manipula os orgãos de informação madeirenses e axincalha os nacionais. Quando lhe apontam os excessos, como Marques Mendes de forma exageradamente comedida fez, ainda o acusa de falta de solidariedade política. Obviamente que está habituado aos lambe-botas do PSD Madeira que não passam de uns boçais ignorantes cujo único objectivo é viverem à custa do erário público e que não só lhe aparam todos os golpes como ainda lhe fazem ovações de pé. E é como agnóstico que digo, graças a Deus por não viver na Madeira. Só tenho pena que o Governo do continente continue a fazer transferências desproporcionais para a região autónoma da Madeira. O meu rico dinheirinho.
DN Online: Jardim afronta Marques Mendes e 'proíbe-o' de visitar a Madeira: "Jardim reafirma comentários sobre a comunidade chinesa dizendo defender os interesses da Madeira"
É-me difícil compreender como é que os madeirenses elegem Jardim, legislatura após legislatura. O homem não tem ponta por onde se lhe pegue. Ninguém o pode acusar de ter pose de Estado, não tem o mínimo de respeito pelo cargo que ocupa, não se dá ele próprio ao respeito e é mal educado e inconveniente sempre que pode. Manipula os orgãos de informação madeirenses e axincalha os nacionais. Quando lhe apontam os excessos, como Marques Mendes de forma exageradamente comedida fez, ainda o acusa de falta de solidariedade política. Obviamente que está habituado aos lambe-botas do PSD Madeira que não passam de uns boçais ignorantes cujo único objectivo é viverem à custa do erário público e que não só lhe aparam todos os golpes como ainda lhe fazem ovações de pé. E é como agnóstico que digo, graças a Deus por não viver na Madeira. Só tenho pena que o Governo do continente continue a fazer transferências desproporcionais para a região autónoma da Madeira. O meu rico dinheirinho.
DN Online: Jardim afronta Marques Mendes e 'proíbe-o' de visitar a Madeira: "Jardim reafirma comentários sobre a comunidade chinesa dizendo defender os interesses da Madeira"
quinta-feira, 7 de julho de 2005
BBC NEWS | Science/Nature | Comet's huge plume hides crater
Ora bolas, a ideia era tão gira e ficámo-nos por uma nuvem de pó num pedregulho muito grande.
BBC NEWS | Science/Nature | Comet's huge plume hides crater: "Nasa's Deep Impact spacecraft may have missed its chance to see the
crater made in Comet Tempel 1 because of the large plume of material
kicked out."
sexta-feira, 24 de junho de 2005
É favor formar fila de forma ordeira
Recebi um mail da Virgin Galactic a anunciar que estão abertas as inscrições para os primeiro ano de vôos da VSS (Virgin SpaceShip) Enterprise. O bilhete está muito em conta, são só 200.000 dólares. Ao câmbio de hoje dá cerca de 163.000 €. Aceitam um depósito reembolsável de 20.000 USD. As primeiras viagens estão planeadas para 2008.
quinta-feira, 23 de junho de 2005
BBC NEWS | UK | Indian call centre 'fraud' probe
BBC NEWS | UK | Indian call centre 'fraud' probe: "Police are investigating reports an Indian call centre worker sold the bank account details of 1,000 UK customers to an undercover reporter."
O que eu acho impressionante nesta notícia é que através de um caso provocado por um repórter comecem logo a tirar conclusões a respeito da Índia como fornecedor de serviços de call center. Como se em Inglaterra ou na Holanda ou noutro país qualquer isto não fosse possível.
O que eu acho impressionante nesta notícia é que através de um caso provocado por um repórter comecem logo a tirar conclusões a respeito da Índia como fornecedor de serviços de call center. Como se em Inglaterra ou na Holanda ou noutro país qualquer isto não fosse possível.
quarta-feira, 22 de junho de 2005
Só foram precisos 41 anos
Ao fim de 41 anos, o mandante do assassinato de três activistas dos direitos humanos em Mississipi nos EUA, foi condenado por homicídio involuntário. É curioso que o júri de 9 brancos e três negros tenha considerado provado que ele contratou os assassinos para assassinar as vítimas mas não tenha considerado que esse homicídio foi premeditado. Este senhor, hoje com 80 anos é pregador baptista e nos seus melhores dias dava uma perninha no Klu Klux Klan. Agora vai poder disfrutar durante os próximos 20 anos da hospitalidade do sistema prisional dos EUA, onde será certamente bem acolhido pelas tribos arianas que pululam em muitas dessas instalações.
Com todo o respeito que me merece uma pessoa desta idade, tem um belo ar de filho da puta.
BBC NEWS | Americas | KKK verdict sees 'justice arrive': "The families of three US civil rights workers beaten and shot to death 41 years ago in Mississippi have welcomed the conviction of Edgar Ray Killen."
Com todo o respeito que me merece uma pessoa desta idade, tem um belo ar de filho da puta.
BBC NEWS | Americas | KKK verdict sees 'justice arrive': "The families of three US civil rights workers beaten and shot to death 41 years ago in Mississippi have welcomed the conviction of Edgar Ray Killen."
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